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Ásia assume papel estratégico na era da IA

Ásia assume papel estratégico na era da IA, com menor correlação com Brasil e EUA e acesso à infraestrutura global da tecnologia

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  • Mirae Asset aponta que a Ásia oferece exposição à infraestrutura global de inteligência artificial e menor correlação com o Brasil do que os EUA.
  • O gestor Jonathan Lee cita que a relação do índice MSCI China com o Ibovespa é de cerca de 0,3, frente a 0,6 entre S&P 500 e Ibovespa.
  • Para quem enxerga IA como cadeia produtiva, a Ásia é estrutural na carteira, não apenas uma tese de software.
  • A China é um dos mercados mais descontados da região; a Coreia do Sul combina valuation atrativo com ativos estratégicos de IA, como memórias HBM de empresas como SK Hynix e Samsung.
  • A Índia é vista como tese estrutural de crescimento, com expansão entre 6% e 7% ao ano, digitalização acelerada e ganho de relevância industrial para investidores de longo prazo.

Nem Brasil, nem EUA: a Ásia assume o papel estratégico na era da IA

Em entrevista ao Janela de Mercado, Jonathan Lee, head da mesa internacional da Mirae Asset, destaca que China, Coreia e Índia oferecem exposição à infraestrutura global de IA e menor correlação com Brasil e EUA. A mudança acompanha a expansão da IA e a reorganização de cadeias produtivas.

Lee aponta que, quando o mercado global recorre à aversão ao risco, Brasil e Estados Unidos costumam cair juntos. Na Ásia, a dinâmica é diferente, o que favorece a diversificação de carteiras em cenários voláteis.

Outra vantagem citada é a presença regional na infraestrutura de IA, que vai além da simples tese de software. Segundo o executivo, investidores que enxergam IA como cadeia produtiva veem a Ásia como componente estrutural.

Entre os destaques, Lee afirma que a China aparece como um dos mercados mais descontados da região, enquanto a Coreia do Sul oferece valuation atrativo aliado a ativos estratégicos, como memórias HBM, essenciais para aceleradores de IA.

A mira de longo prazo recai sobre a Índia, considerada tese estrutural de crescimento, com expansão entre 6% e 7% ao ano, digitalização acelerada e relevância industrial crescente.

Segundo o levantamento, a Índia desponta como alternativa para investidores com foco no horizonte temporal mais amplo, alinhada a dinâmica econômica e tecnológica do país.

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