Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil atinge metade da cota da China para carne bovina e pode ser taxado

Brasil atinge metade da cota da China para carne bovina e pode ser taxado; governo busca mercados alternativos com queda prevista de exportações em 2026

Brasil atingiu metade da cota da China para carne bovina
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo chinês afirmou que o Brasil atingiu 50% da cota de carne bovina deste ano; setor privado diz que o número é maior ao incluir carga em trânsito, o que pode levar ao limite antes de agosto.
  • A salvaguarda impõe taxação de 55% sobre cargas acima da cota; a regra está vigente desde janeiro por três anos, com a previsão de 1,1 milhão de toneladas para 2026.
  • Em 2025, a China respondeu por 48% das exportações brasileiras de carne bovina (1,68 milhão de toneladas, US$ 8,9 bilhões); os Estados Unidos ficaram em segundo lugar.
  • O Brasil busca ampliar saídas para evitar perdas, tentou redistribuição de cotas remanescentes, mas a China negou; o governo mira os Estados Unidos para diversificar mercados.
  • A Abiec projeta queda de cerca de 10% nas exportações em 2026 devido às salvaguardas chinesas; mesmo assim a produção de 2025 atingiu recorde de 11,1 milhões de toneladas, segundo o IBGE.

O Brasil atingiu 50% da cota de carne bovina imposta pela China neste ano, segundo anúncio do Ministério do Comércio chinês. A declaração ocorreu no sábado, 9 de março, e aponta para prazo de vigência de três anos. A medida faz parte de salvaguardas comerciais.

Membros do setor privado divergem: consideram que a área útil pode ser superior, já que cargas em trânsito não foram computadas pelos números oficiais. Com isso, o país pode alcançar o teto antes de agosto, se os embarques em trânsito forem incluídos.

Emenda à regra e impactos imediatos

A China instituiu, no fim de 2025, uma taxa de 55% para Estados que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. A medida permanece em vigor desde janeiro e tem como objetivo proteger o mercado interno chinês. O Brasil é o principal fornecedor.

A projeção para 2026 indica queda de exportações brasileiras próxima de 10% devido às salvaguardas chinesas. Em 2025, a China respondeu por 48% do volume exportado, com 1,68 milhão de toneladas, gerando US$ 8,9 bilhões.

Redirecionamento de mercados e cenários

O governo brasileiro trabalha para descolar parte das vendas da China, incluindo a redistribuição de cotas remanescentes para outros países, proposta que foi negada pela China. O objetivo é atenuar perdas sem depender exclusivamente de um único destino.

A busca por novos compradores também mira os Estados Unidos, que enfrentam alta demanda interna e redução do rebanho. Contudo, a Abiec afirma que nenhum mercado consegue suprir plenamente o espaço deixado pela China.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais