Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crise de margem nas assessorias, o lado bom de ser pequeno

Boutiques de até dez assessores elevam margem de 11,17% para 14,5% em 2025, com caixa/SG&A de 2,1x para 2,9x, frente à queda de margem no setor

Em meio à crise de margem das assessorias, o lado bom de ser pequeno
0:00
Carregando...
0:00
  • Escritórios menores (boutiques) cresceram margem de Ebitda de 11,17% em 2024 para 14,5% em 2025, enquanto o setor como um todo caiu de 13,22% para 12,16%.
  • O caixa médio das boutiques subiu de R$ 1,3 milhão em 2024 para R$ 1 milhão em 2025, mantendo-se mais resiliente que as maiores estruturas.
  • O indicador Caixa/SG&A das boutiques avançou de 2,1 vezes para 2,9 vezes entre 2024 e 2025, ao contrário de grandes escritórios, que recuaram de 2,7 para 2,6 vezes.
  • O fluxo de caixa livre do setor piorou: de -2,99% em 2024 para -3,78% em 2025, com as boutiques mostrando melhoria de -0,44 ponto percentual, de 2,54% para 3,70%.
  • O relatório aponta que proximidade ao cliente e estrutura de custo variável (principalmente comissões) ajudam as boutiques a enfrentar a desaceleração, sugerindo uma possível tendência de reorganização do mercado rumo mais especialização e modelos mais ágeis.

Em meio à crise de margem das assessorias, o setor mostra que escritórios menores performaram melhor em 2025. O relatório da AAWZ revela que a margem Ebitda das boutiques caiu de 13,22% em 2024 para 12,16% em 2025, enquanto escritórios pequenos subiram de 11,17% para 14,5%.

A pesquisa, que analisou mais de 150 parceiros, desmonta a ideia de que apenas grandes plataformas garantiriam sobrevivência. O documento aponta maior resiliência das estruturas leves em um ambiente de captação difícil, clientes desconfiados e maior questionamento sobre modelos comissionados.

As boutiques, definidas como até 10 assessores, foram as únicas a melhorar o indicador Caixa/SG&A, que mede fôlego financeiro diante de despesas fixas. Entre 2024 e 2025, o Caixa/SG&A dos pequenos subiu de 2,1 para 2,9 vezes; já os grandes caíram de 2,7 para 2,6, e os médios recuaram de 2,3 para 1,8.

O relatório aponta que, no agregado, o fluxo de caixa livre caiu de -2,99% em 2024 para -3,78% em 2025. Entre os grandes, o indicador passou de -0,54% para -1,26%, nos médios de -6,31% para -2,33%, enquanto nas boutiques houve alta de -? para 3,70%.

Segundo Filipe Medeiros, CEO da AAWZ, a diferença está no custo fixo versus rentabilidade. Com queda de receita, estruturas com maior peso fixo sofrem mais, enquanto comissões dos assessores nas boutiques tendem a ser o maior custo variável, evitando Pressões maiores sobre o caixa.

O estudo também sinaliza que a captação líquida segue positiva, porém com crescimento relativo menor em 2025 frente a 2024, influenciada pela crise de imagem do setor e pelo ceticismo de clientes frente a produtos comissionados. A proximidade com o cliente aparece como vantagem competitiva para as boutiques.

Em termos de cenário, Medeiros aponta possibilidade de reorganização do setor: gigantes se mantêm, mas há espaço para aumento de boutiques independentes. O modelo de consultório de investimentos ganha força, com menor dependência de estruturas de grande porte e maior foco em especialização e disciplina de custos.

Nos Estados Unidos, a tendência já é consolidada: RIAs boutiques empregam grande parte da mão de obra e atendem nichos específicos, o que sustenta o argumento de que proximidade e especialização podem acompanhar a escala. No Brasil, o movimento ainda está em amadurecimento, mas já se observam especializações emergentes.

O relatório da AAWZ destaca que o equilíbrio entre escala, proximidade, eficiência e disciplina de custos pode moldar o futuro do setor, combinando crescimento com modelos mais ágeis e menos dependentes de grandes estruturas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais