Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Decisão da Bayer economizou quase R$ 2 milhões e aumentou vendas no Brasil

Bayer centraliza pesquisas no Brasil, economiza até R$ 1,9 milhão com 28 estudos e projeta até R$ 9 milhões em vendas adicionais com novos SKUs

Augusto Vieira, líder médico de Consumer Health da Bayer para a América Latina: "Quanto mais a gente tem ciência dentro do Brasil, melhor a gente faz produtos para os brasileiros" (Bayer/Divulgação)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Bayer Consumer Health transferiu 28 estudos clínicos para o Brasil, envolvendo cerca de 980 voluntários, para apoiar cosméticos vendidos no Brasil e em mercados como Argentina, França e Espanha.
  • Em um tipo específico de estudo, a empresa estima poupar cerca de 300.000 euros (aproximadamente 1,9 milhão de reais), comprovando o claim não comedogênico.
  • O Bepantol Rosa Mosqueta saiu da prancheta para a prateleira em nove meses, mostrando o Brasil como núcleo de inovação em cosméticos.
  • Para os próximos anos, a Bayer projeta lançar mais cinco a seis SKUs, com vendas incrementais estimadas em cerca de 1,5 milhão de euros (cerca de 9 milhões de reais) até o terceiro ano.
  • O Brasil é visto como hub estratégico de exportação científica, com estudos em São Paulo e Campinas já adaptados para Argentina, França e Espanha, em paralelo ao regulatório da Anvisa que demanda testes locais.

A Bayer decidiu nacionalizar parte da sua pesquisa em cosméticos no Brasil, transferindo 28 estudos clínicos para o país. A medida, feita em nove meses, visa acelerar o desenvolvimento de produtos como o Bepantol Rosa Mosqueta, já popular entre os brasileiros. O projeto envolve testes com quase 980 voluntários e atende também mercados internacionais.

A aposta da empresa é usar o Brasil como hub de inovação. Estudos conduzidos em São Paulo e na região de Campinas já apoiam lançamentos na Argentina, França e Espanha, com adaptações para diferentes perfis populacionais. A economia direta de determinados estudos pode chegar a 300.000 euros, aproximadamente 1,9 milhão de reais.

A operação reduz custos e se beneficia da diversidade da pele brasileira, que inclui todos os seis fototipos. Segundo Augusto Vieira, líder médico da Bayer para Consumer Health na América Latina, a diversidade local facilita calibrar produtos para o público nacional e exportá-los com ajustes regionais.

No Brasil, a Anvisa exige que parte dos testes seja realizada em população local, o que motivou a nacionalização da fase científica. A Bayer afirma que a abordagem custa até 1/30 do preço obtido em centros de pesquisa do grupo no exterior, contribuindo para uma maior eficiência operacional.

A estratégia envolve terceirização por meio de CROs, mantendo a ética de pesquisas com consentimento livre e esclarecido dos voluntários. A remuneração de participantes não é permitida no país, o que influencia o recrutamento e a participação voluntária.

Protocolo de pesquisa

O modelo prioriza evitar o viés de observação, com procedimentos conduzidos por empresas externas. Estudos aplicados ao Bepantol Rosa Mosqueta mostraram que o ativo já era conhecido pelo público, o que reduziu o risco de rejeição. A Bayer aponta que a prática ajuda a ampliar a confiança do consumidor.

A empresa busca consolidar o Brasil como centro de exportação científica para filiais globais. Enquanto isso, as pesquisas locais continuam a sustentar lançamentos no curto e médio prazo, com agenda de cinco a seis novos produtos nos próximos três a cinco anos.

Desafios do modelo

Apesar dos avanços, a nacionalização esbarra em limitações de infraestrutura e de mão de obra especializada em pesquisa clínica. A Bayer reconhece que o volume de produção científica no Brasil é menor do que em centros como Massachusetts, nos EUA, o que exige investimentos para aquecer a cadeia produtiva.

O tempo de aprovação regulatória também continua sendo um desafio. Mesmo com o exemplo do Bepantol Rosa Mosqueta, o ciclo completo de desenvolvimento, testes e aprovação pela Anvisa costuma levar cerca de um ano, processo considerado rápido pela indústria, mas que pode parecer longo para o consumidor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais