- Yesim Saydan criou dezoito 17 agentes de IA personalizados para escalar sua consultoria de branding na Holanda, incluindo agentes por cliente.
- Um GPT treinado para “consultar” Steve Jobs usa transcrições de keynotes e casos de lançamento do iPhone e iPad, com mais de 40 horas de estudo.
- A iniciativa começou após a OpenAI lançar os GPTs personalizados em novembro de 2023, com cada agente especializado em funções específicas.
- O método evita o “sim virtual”: a IA recebe uma avaliação de 0 a 10 da ideia e passa por três a cinco ciclos de refinamento para chegar a uma resposta estratégica.
- Yesim enxerga a IA como extensão do cérebro humano, reconhece preocupações sobre desemprego, mas acredita que a tecnologia potencializa habilidades humanas.
Yesim Saydan, especialista em branding, adotou uma abordagem 100% baseada em IA para escalar sua consultoria na Holanda. Ela criou uma equipe de 17 agentes de IA, cada um treinado para funções distintas, permitindo atender executivos e empreendedores sem contratar novas pessoas.
A líder utiliza GPTs personalizados para tarefas como pesquisa de mercado, análise de ligações de vendas, redação de propostas e roteirização de vídeos. Cada cliente recebe também um conjunto de agentes treinados com o tom de voz e histórico de conversas da própria consultoria, ampliando a eficiência.
Tudo começou em novembro de 2023, quando a OpenAI lançou os GPTs personalizados. A ideia era testar se uma equipe inteiramente baseada em IA conseguiria escalar a atuação one-on-one de forma autônoma, sem elevar custos com freelancers.
Entre os 17 agentes, há funções específicas: pesquisador de mercado, analista de ligações, redator de propostas e avaliador de perfis no LinkedIn. A abordagem evita sobrecarga de tarefas, permitindo que cada agente aprenda com cada consulta ou documento processado.
Para ampliar o suporte criativo, Yesim criou mentores virtuais. O primeiro deles reproduz as estratégias e o raciocínio de Steve Jobs, usando transcrições de keynotes históricas e casos de lançamento de produtos como iPhone e iPad. O treinamento inicial exigiu cerca de 40 horas de conteúdo.
O método para evitar o “sim virtual” envolve perguntas objetivas e avaliações de desempenho, sem buscar concordância fácil. A cada rodada, a IA recebe uma nota e propõe melhorias, até chegar a respostas estratégicas mais robustas.
Além de Steve Jobs, Yesim já aplicou o mesmo método com agentes que simulam outras personalidades, incluindo figuras do mundo dos negócios e do marketing. A prática é apresentada como uma extensão da capacidade humana, não como substituição.
Questionamentos sobre emprego aparecem, mas a executiva afirma que a IA funciona melhor quando integrada à experiência e às habilidades humanas. Ela considera a tecnologia uma ferramenta poderosa que, aliada ao conhecimento, amplia a capacidade de atuação da consultoria.
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