- Fluxos de capital para emergentes voltaram ao positivo em abril, somando entradas líquidas de US$ 58,3 bilhões, após queda de US$ 66,2 bilhões em março.
- A recuperação foi puxada pela dívida, com US$ 51,9 bilhões, enquanto ações ficaram em US$ 6,4 bilhões após a liquidação do mês anterior.
- América Latina registrou entradas de US$ 17,5 bilhões em abril (US$ 13,3 bilhões em dívida e US$ 4,3 bilhões em ações); no ano, o fluxo acumulado chega a US$ 60,7 bilhões.
- Emissões de emergentes retomaram, com soberanas em US$ 24,7 bilhões e corporativas em US$ 37 bilhões, citando Brasil, Polônia e Sérvia como exemplos.
- O IIF alerta que o cenário ainda é frágil e a recuperação pode ser apenas uma primeira fase de alívio, sujeita a inflação, energia, liquidez global e política monetária do Fed.
Os fluxos de capital para mercados emergentes voltaram a ficar positivos em abril, após saída acentuada em março. Entradas líquidas de portfólio totalizaram US$ 58,3 bilhões no mês, revertendo parte da saída de US$ 66,2 bilhões de março, segundo o Instituto de Finanças International (IIF).
A recuperação foi puxada pelo mercado de dívida, que recebeu US$ 51,9 bilhões, enquanto os fluxos para ações subiram para US$ 6,4 bilhões após a liquidação observada em março. O IIF afirma que o choque de março não se transformou em parada generalizada de financiamento para emergentes.
O instituto destaca que investidores retomaram operações com rapidez após a redução do pânico geopolítico e a reabertura das emissões no mercado primário. O apetite permanece concentrado em renda fixa, favorecido pelo diferencial de juros e pela percepção de fundamentos externos mais sólidos.
A América Latina destacou-se entre as regiões com melhor desempenho, com entradas de US$ 17,5 bilhões em abril (US$ 13,3 bilhões em dívida e US$ 4,3 bilhões em ações). No acumulado do ano, os fluxos para a região somam US$ 60,7 bilhões, frente a US$ 17,5 bilhões no mesmo período de 2025.
O IIF aponta retomada das emissões soberanas e corporativas de emergentes. Em abril, as soberanas chegaram a US$ 24,7 bilhões, ante US$ 3,1 bilhões em março, e as corporativas avançaram para US$ 37 bilhões. O Brasil, a Polônia e a Sérvia são citados entre os emissores relevantes.
Apesar da melhoria, o IIF ressalta que o cenário permanece frágil e que a recuperação pode representar apenas uma primeira fase de alívio. Riscos persistem ligados à inflação, energia, liquidez global e à política monetária do Federal Reserve.
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