- O fundo Verde rendeu 7,41% no ano, superando o CDI, que avança 4,54% no mesmo período, com alta de 2,71% em abril.
- O desempenho foi puxado por ganhos em ações no Brasil e no exterior, valorização do real e posições ligadas aos juros reais nos Estados Unidos.
- A gestora voltou a fazer proteção para um cenário de alta do petróleo, citando tensões entre Estados Unidos e Irã e o impasse no Estreito de Ormuz.
- O documento aponta que estoques globais de petróleo permanecem baixos e que, em meados de junho, pode haver necessidade acentuada de destruição de demanda devido a preço elevado.
- No Brasil, houve queda de atratividade relativa frente a ativos estrangeiros, com Ibovespa praticamente estável em abril, apesar da valorização do real; o Verde mantém posições em ações, juros reais, ouro, prata, crédito privado local e proteção de crédito da Arábia Saudita.
O fundo Verde, gerido por Luis Stuhlberger, acumulou 7,41% no ano, superando o CDI, de 4,54%. Em abril, o desempenho foi de 2,71%, com ganhos em bolsas nacionais e internacionais, valorização do real e exposição a juros reais nos EUA.
A gestora afirma ter prontificado proteção para um cenário de alta do petróleo, diante de tensões entre EUA e Irã. A questão do Estreito de Ormuz segue sem resolução, com disputas sobre o fluxo de navios. Isso influenciou o petróleo na segunda metade de abril.
A Verde aponta que, embora haja sinais de negociações com participação chinesa, não há confiança em solução rápida. O fundo voltou a usar opções para proteger-se de preços elevados do petróleo, citando consumo ainda forte de estoques globais.
A visão sobre o mercado norte-americano destaca forte valorização de tech, com demanda por capacidade computacional e memória, impulsionando empresas de tecnologia e semicondutores. O S&P 500 subiu 10,4% e o Nasdaq, 15,6% em abril.
No Brasil, houve queda na atratividade relativa para ativos locais, mesmo com o real em alta de 4,3% e o Ibovespa estável. A gestora aponta mudança de foco para tecnologia e IA, reduzindo o apetite por ativos locais frente ao novo cenário.
Apesar disso, a Verde mantém atenção a oportunidades no contexto, caso haja correção adicional do mercado brasileiro. O fundo permanece com ações no Brasil e no exterior, além de posições em juros reais e inflação implícita dos EUA.
Sobre alocações, o Verde zerou grande parte de posições em moedas por disciplina de risco, mantendo apenas opções de compra em real. Também segue com exposição a ouro, prata, crédito privado local e proteção de crédito saudita.
Entre na conversa da comunidade