- O prazo para entregar o Imposto de Renda 2026 vai até 29 de maio; a Receita estima 44 milhões de declarações, faltando cerca de 23 milhões.
- Até agora, 21.694.061 contribuintes entregaram a declaração, pouco menos da metade do esperado para o ano.
- Dentre as declarações enviadas, 59,7% foram pelo modelo pré‑preenchido e 55,4% optaram pela declaração simplificada.
- Em relação ao recebimento, 67,9% têm restituição prevista, 18,3% devem pagar imposto e 13,8% não terão saldo nem restituição.
- Há risco de multa, que pode chegar a 20% do imposto devido, além de juros; atrasos e erros comuns (rendimentos omitidos, dados bancários incorretos) podem levar à malha fina.
A Receita Federal ainda recebe declarações do IR 2026 a poucos dias do prazo final. Até o momento, 21.694.061 contribuintes enviaram a declaração, pouco menos da metade do total esperado para este ano. O objetivo é atingir 44 milhões até 29 de maio, sob pena de multa e malha fina.
Entre os entregues, 59,7% foram preenchidos pelo modelo pré-preenchido, que usa dados já disponíveis na base do Fisco. A declaração simplificada foi escolhida por 55,4% dos contribuintes que declararam neste ano. A maioria deve receber restituição, conforme dados divulgados.
Até agora, 67,9% das declarações resultam em restituição, 18,3% em imposto a pagar e 13,8% não geram saldo. Especialistas alertam para riscos de deixar para última hora, como sobrecarga dos sistemas, omissão de rendimentos e informações bancárias incorretas, que levam à malha fina.
Multa e prazos
A fiscalização ressalta que o atraso pode gerar multa, que varia conforme o imposto devido e o tempo de regularização. A cota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 29 de maio para quem tem valores a pagar. Orientação é revisar dados para evitar penalidades.
Para reduzir erros, a declaração pré-preenchida continua sendo ferramenta importante. Ela reúne rendimentos, despesas médicas e aplicações financeiras já informados à Receita. Quem opta por receber restituição via Pix entra em prioridade nos lotes de pagamento.
Atenção a detalhes comuns
Especialistas destacam omissão de rendimentos como falha recorrente e recomendam checar informes financeiros antes do envio. Dados bancários, comprovantes de renda e o enquadramento de PGBL e VGBL devem estar corretos. PGBL pode ser deduzido em até 12% da renda tributável, VGBL não permite dedução.
A pensão alimentícia, isenta desde 2024, deve ser informada na ficha Rendimentos Isentos. Declarar pensão como rendimento tributável pode levar a inconsistências na malha fina. Quem recebeu restituição no ano anterior precisa informar o valor na nova declaração.
Dicas rápidas
- Use a pré-preenchida, mas revise tudo.
- Reúna informes antes de transmitir.
- Confirme despesas médicas e rendimentos de dependentes.
- Compare o simplificado com as deduções legais.
- Em pendências, confira antes de retificar.
Golpes com IA miram contribuintes
Especialistas em segurança digital alertam para aumento de golpes próximos ao prazo do IRPF 2026. Criminosos usam IA para tornar fraudes mais sofisticadas, com e-mails falsos, mensagens que simulam comunicados da Receita e atendimentos automatizados. Dados da Serasa Experian indicam crescimento de tentativas de golpe, impulsionadas por vazamentos e engenharia social.
Profissionais ressaltam a importância de acessar apenas canais oficiais, como o portal e-CAC e o aplicativo Meu Imposto de Renda, e usar autenticação em múltiplos fatores. Desconfie de mensagens que criam sensação de urgência ou prometem restituição antecipada.
A proteção depende de ferramentas técnicas e de comportamento do usuário. Fortalecer a resiliência digital do setor público exige ação integrada entre infraestrutura, governança e orientação aos cidadãos, especialmente em períodos de maior movimento.
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