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Ouro fica estável diante de impasse EUA-Irã e melhora fluxo de ETFs

Ouro encerra estável após impasse EUA-Irã; ETFs globais registram entradas de US$ 6,6 bilhões em abril e projeção de US$ 5 mil por onça até fim do ano

Barras de ouro — Foto: Matt Jelonek/Bloomberg
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  • O ouro encerrou praticamente estável nesta segunda-feira, com queda de 0,04% para US$ 4.728,7 por onça-troy, após quatro sessões de ganhos.
  • O movimento foi influenciado pelo impasse entre os EUA e o Irã e pela alta do petróleo, que pressionaram o metal no início, mas ele se afastou das mínimas intradiárias ao longo da session.
  • ETFs globais de ouro registraram entradas de aproximadamente US$ 6,6 bilhões em abril, revertendo as saídas de março, com a Europa liderando o fluxo.
  • Preocupações com um possível fechamento do Estreito de Ormuz contribuíram para a demanda por ouro, ainda que haja um cessar-fogo entre EUA e Irã.
  • O banco ING mantém visão de longo prazo favorável ao ouro, projetando US$ 5 mil por onça-troy até o fim do ano, com o principal risco sendo um colapso nas negociações de paz.

O ouro fechou praticamente estável na segunda-feira, após quatro sessões de ganhos, diante do impasse entre EUA e Irã e da alta do petróleo. Os contratos de ouro com entrega em junho, negociados na Comex, caíram 0,04%, a US$ 4.728,7 por onça-troy.

O avanço inicial foi contido pela possibilidade de deterioração das tratativas, ao mesmo tempo em que o fluxo do mercado foi pressionado pela percepção de risco global. A negociação segue suscetível a respostas políticas e a movimentos de oferta e demanda no curto prazo.

ETFs de ouro globais acumularam entradas de cerca de US$ 6,6 bilhões em abril, revertendo saídas de março, conforme dados do Conselho Mundial do Ouro. A Europa liderou esse movimento, com atenção às vulnerabilidades ligadas ao Estreito de Ormuz.

Fluxo de ETFs impulsiona confiança

A análise aponta que entradas mais robustas de fundos tão cedo no segundo trimestre ajudam a sustentar o interesse pelo metal, mesmo diante de tensões geopolíticas. O cenário geral continua ligado a fatores macro e a variações no preço do petróleo.

Segundo os estrategistas do ING, a visão de longo prazo para o ouro permanece construtiva, ainda que o impasse EUA-Irã eleve a incerteza no curto prazo. A projeção base indica chegar perto de US$ 5 mil por onça-troy até o fim do ano, com o principal risco sendo uma possível ruptura nas negociações de paz.

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