- O Panorama da Pequena Indústria da CNI mostra perda de confiança no início de 2026, com índices em patamares não vistos desde a pandemia.
- O Índice de Desempenho das indústrias de pequeno porte caiu para 43,7 pontos no 1º trimestre, o menor desde o 2º trimestre de 2020.
- O Índice de Confiança do Empresário Industrial recuou para 44,6 pontos em abril, o nível mais baixo desde junho de 2020.
- O indicador financeiro do setor caiu para 39 pontos, retração de 2,5 pontos em relação ao trimestre anterior, pior desde o 1º trimestre de 2021.
- Perspectivas ficou em 47,4 pontos em abril de 2026, sugerindo cautela moderada; entre as dificuldades, a carga tributária permanece elevada, e há aumento de custo e falta de matéria-prima, que subiu 14 pontos e passou a ocupar a segunda posição entre os entraves.
As pequenas indústrias brasileiras iniciaram 2026 com redução de confiança, conforme o Panorama da Pequena Indústria divulgado pela CNI em 11 de maio. O 1º trimestre apontou queda nos indicadores, atingindo patamares anteriores à pandemia.
O Índice de Desempenho das indústrias de pequeno porte caiu a 43,7 pontos no 1º tri, menor nível desde o 2º trimestre de 2020, marcando a continuidade da retração iniciada no 3º trimestre de 2025. A trajetória é de piora.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou em 44,6 pontos em abril, o menor desde junho de 2020, sinalizando pessimismo entre os empresários.
A situação financeira do setor também piorou, com o indicador financeiro em 39 pontos, recuo de 2,5 pontos frente ao trimestre anterior, o pior resultado desde o 1º trimestre de 2021.
No entanto, o Índice de Perspectivas ficou em 47,4 pontos em abril de 2026, mantendo relativa estabilidade desde setembro do ano passado. O empresariado permanece cauteloso, com expectativas moderadas.
Entre as dificuldades, a alta carga tributária lidera as queixas tanto no segmento de transformação quanto na construção civil, segundo a pesquisa. Também houve aumento expressivo das preocupações com custo e falta de matéria-prima, que avançou 14 pontos percentuais e passou à 2ª posição entre os entraves da indústria de transformação.
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