- Produção média no primeiro trimestre foi de três milhões e duzentos mil barris por dia, alta de quatro por cento frente ao mesmo período de 2024.
- Produção no pré-sal atingiu dois milhões e quatrocentos mil barris por dia, crescimento de cinco por cento na comparação anual.
- Lucro líquido caiu sete por cento, para nove bilhões e seiscentos milhões de reais; receita líquida caiu quatro por cento, para cento e vinte e quatro bilhões de reais.
- Dividendos: nove bilhões de reais serão pagos aos acionistas, equivalentes a cinquenta centavos por ação; retorno de dividendos é vinte por cento menor que no mesmo período do ano anterior.
- Efeitos da guerra no Irã ainda não aparecem nas contas; a Petrobras espera continuidade do crescimento no pré-sal, com venda de ativos não estratégicos e redução de custos; previsão de produção para dois mil e vinte e seis entre três milhões duzentos mil e três milhões trezentos mil barris por dia, chegando a três milhões e quatrocentos mil até dois mil e vinte e sete.
A Petrobras informou que produziu em média 3,2 milhões de barris de petróleo por dia no 1º trimestre, alta de 4% ante o mesmo período de 2023. A produção recorde foi puxada pelo pré-sal, que atingiu 2,4 milhões de barris/dia, crescimento de 5%.
Apenas no campo do pré-sal, a produção chegou a 2,4 milhões de barris diários, contribuindo para o aumento global. A empresa destaca investimentos em plataformas e tecnologia como motivadores desse avanço.
Resultados e perspectivas
O lucro líquido do grupo recuou 7%, para 9,6 bilhões de reais, enquanto a receita caiu 4%, para 124 bilhões. Segundo a Petrobras, pressões com custos de produção e a queda do preço do petróleo no mercado internacional pesaram sobre o resultado.
A estatal anunciou pagamento de 9 bilhões de reais em dividends aos acionistas, equivalente a 0,50 real por ação, 20% abaixo do valor registrado no mesmo período de 2022. A política de distribuição permanece focal para a gestão.
A empresa ressalta que os efeitos da guerra no Irã sobre os preços do petróleo ainda não se refletiram nas contas. A produção no pré-sal deve continuar crescendo nos próximos anos, com novos investimentos em plataformas e tecnologia.
Além de produção, ajustes estratégicos
A Petrobras prevê manter a produção total entre 3,2 e 3,3 milhões de barris/dia em 2026, com perspectiva de 3,4 milhões até 2027. A gestão também enfatiza venda de ativos não estratégicos, como participação na Braskem, e redução de custos para elevar a rentabilidade.
A companhia reforça que a política de dividendos permanece prioritária, buscando remunerar acionistas de forma estável e sustentável. A Petrobras segue entre as maiores produtoras globais, com atuação diversificada no Brasil e no exterior.
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