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STJ retira disputa entre Itaúcard e PagSeguro de pauta da 3ª Turma

STJ retira da pauta recurso sobre responsabilidade de Itaúcard e PagSeguro em fraude com cartão, após PagSeguro apresentar novos documentos

Máquina de cartão usada em transação financeira; STJ analisa disputa entre Itaúcard e PagSeguro sobre fraude com maquininha
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  • A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça retirou da pauta da terça-feira (12.mai.2026) um recurso sobre a responsabilidade de Itaúcard e PagSeguro em fraude com cartão.
  • A retirada ocorreu após a PagSeguro apresentar novos documentos; o despacho foi assinado em 8 de maio e publicado no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) em 11 de mai.
  • O processo foi devolvido à relatora, ministra Nancy Andrighi, para nova análise.
  • A disputa envolve uma condenação do Itaúcard a ressarcir um cliente vítima de golpe do motoboy e uma ação regressiva contra a PagSeguro para recompor o valor, com o banco afirmando que as fraudes passaram pelo ambiente de pagamentos da PagSeguro.
  • O caso discute quem deve responder pelo prejuízo — banco emissor, instituição de pagamento vinculada à maquininha ou ambos — conforme falhas de segurança identificadas.

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça retirou da pauta um recurso que discute a responsabilidade de Itaúcard e PagSeguro em caso de fraude com cartão. A decisão ocorreu antes da sessão marcada para 12 de maio de 2026, após a PagSeguro apresentar novos documentos. O despacho foi assinado pela ministra Daniela Teixeira em 8 de maio e publicado no DJEN.

A perícia no processo aponta divergências sobre quem deve arcar com o prejuízo. O Itaúcard afirma que as operações fraudulentas ocorreram no ambiente da PagSeguro e que a instituição de pagamento também tem responsabilidade, por atuar sob no âmbito regulado pelo Banco Central. A PagSeguro nega a obrigação de ressarcimento.

O caso teve início após o Itaúcard ser condenado a ressarcir um cliente vítima do golpe do motoboy. O banco pagou a indenização e, em seguida, moveu ação regressiva contra a PagSeguro para recuperar o valor. O STJ analisa se a falha de segurança é atribuível ao emissor ou à instituição de pagamento.

A controvérsia gira em torno de quem deve responder pelo dano, dependendo das falhas identificadas no caso. O episódio conhecido como golpe do motoboy envolve criminosos que induzem a vítima a entregar o cartão a um falso funcionário, após orientar cortes no cartão ou validações em maquininhas.

TRAMITAÇÃO E DESDOBRAMAMENTOS

O processo já tramita no STJ desde dezembro de 2024, quando foi distribuído por determinação do presidente da corte. Em abril de 2025, a relatora converteu o agravo em recurso especial para melhor exame da controvérsia. A decisão sobre o mérito ainda não ocorreu.

  • Página de referência: STJ — decisão e envio dos autos à relatora para nova análise.
  • Contexto: fraude pelo método motoboy envolve banco emissor, instituição de pagamento ou ambos, conforme falhas de segurança.
  • Situação atual: retirada da pauta e reanálise pela relatora, com novo andamento a depender de documentos apresentados.

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