- Tesouro Reserva é o novo título do Tesouro Direto com aplicação mínima de R$ 1 e resgate a qualquer hora, inclusive via PIX, todos os dias da semana.
- Por ser título público, o investimento é visto como seguro e adequado para reserva de emergência, com menor risco de devolução do dinheiro do que produtos privados.
- Pode enfrentar concorrência de CDBs, LCIs e LCAs que costumam pagar mais, mas geralmente com prazos ou regras adicionais; o Tesouro Reserva não tem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- Custos ainda não foram definidos; a taxa do Tesouro Direto costuma ficar ao redor de 0,20% ao ano, mas isso pode variar para o Tesouro Reserva; o regime de Imposto de Renda é regressivo e pode haver marcação a mercado.
- Mesmo em um cenário de Selic em torno de 14,5% ao ano, investimentos privados podem render mais, porém com exigências adicionais, enquanto o Tesouro Reserva busca combinar segurança e liquidez.
A partir de investimentos de apenas R$ 1, o Tesouro Reserva chegou ao Tesouro Direto, oferecendo resgate a qualquer momento e transferências via PIX, todos os dias. O governo afirma que o objetivo é aproximar títulos públicos da experiência das fintechs.
O título é apresentado como alternativa à poupança, CDBs e caixinhas, combinando segurança com praticidade para quem busca curto prazo. A gestão do Tesouro ressalta facilidade de uso e menor risco comparado a produtos privados.
O Tesouro Reserva permite investir com 1 real e resgatar a qualquer hora, incluindo via PIX, o que facilita a liquidez. O objetivo é simplificar o acesso a títulos públicos, segundo a administração.
Sobre a segurança
Do ponto de vista de risco, o Tesouro Reserva segue a linha dos títulos públicos: o investidor empresta dinheiro ao governo federal e tem liquidez imediata, com menor chance de inadimplência em comparação a instituições privadas.
A principal vantagem para reserva de emergência é a combinação entre segurança, rapidez no saque e previsibilidade. Em ambientes de juros elevados, produtos atrelados à Selic costumam atrair investidores conservadores.
Comparação com o mercado privado
Com a Selic em 14,5% ao ano, bancos e corretoras tendem a oferecer CDBs, LCIs e LCAs com remunerações adicionais, embora com prazos e regras diversas. Esses produtos costumam ter proteção do FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição.
Ao contrário, títulos do Tesouro Direto não contam com a proteção do FGC, ficando sob garantia do governo federal. Por isso, alguns privados podem render mais, mas exigem disponibilidade de capital por mais tempo.
Custos e observações
Ainda não há confirmação sobre a taxa do Tesouro Reserva. Hoje, as taxas do Tesouro Direto ficam próximas de 0,20% ao ano, cobradas em parcelas semestrais; a forma de cobrança para o Reserva não foi detalhada.
Além disso, há a cobrança do Imposto de Renda conforme a tabela regressiva, com variação de 22,5% a 15% conforme o prazo, e IOF nos primeiros 30 dias. A marcação a mercado pode alterar o valor mostrado no extrato ao longo do tempo.
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