- Em 2025, 56% da população buscou algum tipo de crédito, segundo estudo Acrobacia Financeira do Inter em parceria com a Consumoteca.
- O crédito deixou de ser emergencial e passou a fazer parte da gestão cotidiana do orçamento dos brasileiros.
- Usos mais comuns incluem manter o pagamento de contas em momentos de aperto, ganhar prazo com o cartão de crédito e cobrir imprevistos.
- O crédito pode evitar inadimplência imediata, mas também pode aprofundar o ciclo de endividamento e gerar ansiedade quando não há controle.
- Recomendações: usar com objetivo definido, não comprometer renda futura, acompanhar limites e prazos, e buscar transparência nas condições de crédito.
O estudo Acrobacia Financeira, realizado pelo Inter em parceria com a Consumoteca, aponta que 56% da população buscou algum tipo de crédito em 2025. O dado evidencia que o crédito deixou de ser exceção e passou a integrar a gestão do orçamento por muitos brasileiros. A pesquisa considera cenário de renda estagnada e aumento do custo de vida, em que o crédito atua como fôlego financeiro.
Entre os motivos para recorrer ao crédito, destacam-se emergências, organização de prazos e manutenção de consumo básico. O uso do limite do cartão de crédito aparece em 39% dos casos para ampliar o prazo de pagamento, enquanto o crédito serve para cobrir imprevistos e sustentar despesas essenciais quando a renda falha.
Uso estratégico do crédito
O estudo aponta dois papéis. Por um lado, oferece liquidez imediata e flexibilidade, ajudando a evitar inadimplência de curto prazo. Por outro, pode levar ao acúmulo de dívidas e aumentar a ansiedade quando não há controle ou transparência nas regras de aprovação.
O crédito também revela vulnerabilidades, como dificuldade de previsibilidade nas condições de concessão e frustração com negativas. Mesmo assim, adotado com planejamento, pode fortalecer a organização financeira sem abrir espaço para uso desordenado.
Como usar de forma consciente
Para reduzir riscos, o estudo recomenda objetivos definidos e controle de renda futura. Priorizar organização, monitorar limites e prazos, e buscar ferramentas que aumentem a clareza sobre taxas são medidas eficazes. A ideia é transformar o crédito em recurso planejado dentro do orçamento, não em risco constante.
A pesquisa sinaliza que há evolução nas estratégias financeiras dos brasileiros, ainda baseada em improviso. O próximo passo é estruturar decisões, de modo que o crédito sirva como apoio consciente do planejamento financeiro, e não como fonte de endividamento recorrente.
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