- O Banco Interamericano de Desenvolvimento estima que a pobreza na América Latina pode subir até 0,8% se a guerra no Oriente Médio se prolongar.
- Em entrevista ao Jornal da Record, o presidente do BID, Ilan Goldfajn, pediu pacotes de proteção social e investimentos para atenuar os impactos econômicos.
- No Lide Brazil Investment Forum, em território americano, empresários e políticos discutiram os efeitos das guerras na economia.
- Entre os participantes estavam Eduardo Leite, Romeu Zema, Augusto Cury e Michel Temer.
- O debate abordou terras raras e minerais estratégicos para chips e equipamentos militares, com o Brasil possuindo a segunda maior reserva global, atrás da China.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) alerta que a guerra no Oriente Médio pode elevar a pobreza na América Latina. Se o conflito se prolongar por mais um ano, a projeção é de aumento de até 0,8% na região. O efeito direto ocorre no front, mas a instabilidade geopolítica já afeta a economia global.
Segundo o BID, os impactos vêm pelo risco de oscilações nos preços de commodities, volatilidade financeira e menor fluxo de investimentos. A instituição enfatiza a necessidade de políticas públicas que protejam camadas mais vulneráveis, com alavancas como transferência de renda e programas sociais.
O presidente do BID, Ilan Goldfajn, afirmou em entrevista à Record que governos devem investir em proteção social e em pacotes de medidas para mitigar danos econômicos decorrentes do conflito. A entrevista enfatizou a preparação de mecanismos de resposta rápida.
No Lide Brazil Investment Forum, realizado nos Estados Unidos, empresários e políticos discutiram os efeitos da guerra na economia global. Entre os participantes estavam Eduardo Leite, Romeu Zema, Augusto Cury e Michel Temer, com foco em riscos e oportunidades para períodos de incerteza.
Minerais estratégicos e cenários para o Brasil
A conversa no fórum incluiu temas sobre terras raras e minerais usados na fabricação de chips e equipamentos militares. O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, posição crítica em debates sobre cadeia de suprimentos e indústria de tecnologia.
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