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Centro-Oeste lidera a interiorização da indústria brasileira

Centro-Oeste se firma como grande vencedor da interiorização da indústria, elevando participação no PIB de 6,1% para 8,9% entre 1985 e 2023

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  • Centro-Oeste foi o principal ganhador da interiorização da indústria: emprego, no setor de transformação, subiu de 1,7% em 1985 para 6,9% em 2024; o VAB subiu de 1,37% para 6,4% até 2023.
  • O grau de industrialização do Centro-Oeste no PIB regional passou de 6,1% para 8,9% entre 1985 e 2023.
  • Sudeste foi a região que mais recuou: participação da indústria no PIB estadual caiu de 66,4% em 1985 para 49,3% em 2024; no emprego, de 66,4% para 49,3% (emprego) e no VAB, de 69,11% para 55,3% (1985–2023).
  • São Paulo registrou queda expressiva: participação da indústria no PIB subiu para 18,3% em 2023 e a do emprego caiu para 17,1% em 2024.
  • A interiorização deve seguir, com incremento em atividades de menor tecnologia e avanços em áreas como processamento de alimentos e bebidas, biocombustíveis e terras raras; Nordeste é apontado como possível polo por energia limpa.

O Centro-Oeste emergiu como o grande vencedor da interiorização da indústria brasileira nos últimos 40 anos. O peso do setor no PIB regional subiu de 6,1% para 8,9%, enquanto o Sudeste sofreu as maiores retrações. Os dados constam do estudo A redistribuição regional da indústria no Brasil, do Iedi, antecipado pelo Valor.

Segundo o Iedi, a indústria de transformação brasileira migrou de áreas metropolitanas para centros do interior. Norte, Sul, Nordeste e Centro-Oeste ganharam participação no emprego e no VAB industriais desde 1985, acompanhando o deslocamento gradual das fábricas.

Entre 1985 e 2024, o Centro-Oeste passou de 1,7% para 6,9% do emprego industrial nacional e de 1,37% para 6,4% no VAB da indústria de transformação até 2023. A região também elevou sua participação no PIB do setor de 6,1% para 8,9% entre 1985 e 2023.

O estudo destaca que a região começou com base industrial baixa, mas acelerou a atividade ao longo das décadas, impulsionada pela expansão da fronteira agropecuária. Atividades como processamento de alimentos e bebidas ganharam peso, com avanços também em farmacêutica em Anápolis (GO).

Apesar do auge do Centro-Oeste, o Sul manteve o maior grau de industrialização entre as regiões. O Sul ampliou o emprego industrial nacional de 19,6% para 26,6% (1985-2024) e o VAB de 17,02% para 23,2% (1985-2023), mantendo-se acima da média nacional.

Para o pesquisador Rafael Cagnin, o Sul preserva capacidade de retenção de atividades industriais. Mesmo com quedas, a participação do setor no PIB e no emprego no Sul permanece superior à média nacional e acima de 20% em todos os estados da região.

O Sudeste, porém, continua dominante em emprego e VAB, mas a participação regional caiu. Oito de cada dez empregos da indústria de transformação estavam no Sudeste em 1985; em 2024, representam 49,3%. O peso no VAB caiu de 69,11% para 55,3% (1985-2023).

Cagnin aponta fatores como o encarecimento de terrenos e mão de obra nas metrópoles, além de custos logísticos, como motivadores da interiorização. A proximidade de matérias-primas reduziu custos e favoreceu setores com maior crescimento, como agroindústria.

O estudo indica que a interiorização tende a continuar, com ganhos esperados em competitividade e investimentos em infraestrutura regional. Áreas como biocombustíveis e terras raras aparecem entre as frentes futuras de expansão industrial no interior.

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