- No Brasil, o consumo de vinho em 2025 atingiu 4,4 milhões de hectolitros, alta de 41,9% em relação a 2024.
- A área de vinhedos no país chegou a 91 mil hectares, expansão de 9,6% em comparação com o ano anterior.
- O total global de consumo de vinho foi de 208 milhões de hectolitros em 2025, queda de 2,7% ante 2024.
- Nos dez maiores mercados, EUA (-4,3%) e França (-3,2%) registraram recuos; a China também caiu. A União Europeia concentra 48% do consumo mundial.
- A Argentina teve consumo de 7,5 milhões de hectolitros em 2025, queda de 2,6% frente a 2024.
O Brasil registrou em 2025 o maior volume histórico de consumo de vinho, segundo a OIV. Foram 4,4 milhões de hectolitros, queda de 41,9% em relação ao recorde de 2024.
Globalmente, o consumo caiu 2,7%, com a demanda mundial em 208 milhões de hectolitros. Entre os dez maiores mercados, apenas Portugal teve crescimento, impulsionado pela demanda doméstica.
No sul do continente, a Argentina reduziu o consumo para 7,5 milhões de hectolitros, queda de 2,6% frente a 2024, mantendo-se como segundo maior mercado da região.
Consumo e dinamismo brasileiro
O Brasil se destacou como exceção diante da tendência mundial, mantendo o crescimento em 2025. O mercado local mostrou aquecimento frente ao ano anterior, refletindo mudanças de comportamento e maior oferta no país.
A diferença entre Brasil e a média global se acentuou por fatores como poder de compra e variações de preço, apontam análises do setor. O recuo global tem sido observável desde 2018, segundo a OIV.
O estudo da organização aponta que, entre os maiores mercados, EUA, França e China contribuíram para a queda mundial em 2025. Os EUA registraram retração de 4,3%, enquanto a França caiu 3,2%.
Áreas de vinhedos na referência regional
O Brasil ampliou a área cultivada, chegando a 91 mil hectares de vinhedos, alta de 9,6% frente a 2024. Enquanto isso, na Europa, a Espanha manteve a maior área de vinhedos, com 919 mil hectares, mas sofreu queda de 1,3%.
Na América do Sul, a Argentina reduziu a área para 196 mil hectares (-1,9%). O Chile também sinalizou retração, com 154 mil hectares (-3,7%), reduzindo o vinhedo paulista desde 2019.
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