- A BBC informou que o comitê executivo, formado pelos 12 chefes mais bem pagos, não receberá aumento neste ano, como parte de planos de economia que incluem cortes de até £600 milhões.
- A entidade planeja reduzir até 2.000 empregos, a maior redução de pessoal da emissora pública em 15 anos.
- O sindicato negocia um reajuste de 4,5% para os mais de 20 mil funcionários; os reajustes costumam entrar em vigor em 1 de agosto.
- Matt Brittin assumirá o cargo de diretor-geral em 18 de maio, substituindo o atual líder da BBC.
- Na ITN, Rachel Corp anunciou saída imediata; a BBC não comentou oficialmente sobre as informações.
O BBC informou que a parte executiva da empresa terá o aumento salarial congelado neste ano, enquanto a direção busca economias com cortes de vagas. A medida ocorre no contexto de um pacote de redução de custos estimado em 600 milhões de libras.
Segundo a instituição, o comitê executivo, composto pelos 12 membros com maior renda, incluindo o diretor-geral, terá o salário congelado em 2026/27. A decisão visa enfrentar o desafio financeiro da organização, conforme comunicado interno.
A BBC está planejando até 2.000 demissões, em uma das maiores reestruturações dos últimos 15 anos. Funcionários foram informados de que a alta gestão não receberá reajuste anual este ano, em meio a negociações salariais com os sindicatos.
Negociações e teto salarial
A BBC negocia com os sindicatos uma aumento de 4,5% para os demais funcionários, cuja maioria recebe reajuste em 1º de agosto. Se acordo não for fechado a tempo, o ajuste pode ser aplicado com atraso após a conclusão das tratativas.
Fontes internas afirmaram que o congelamento para a alta administração é visto como sinal para que os trabalhadores não esperem ganhos significativos neste ano. O objetivo é manter precisão financeira em meio à crise.
Matt Brittin assume o cargo de diretor-geral em 18 de maio, após trajetória na Google. Enquanto isso, detalhamentos sobre os cortes devem chegar aos setores da BBC em junho, com confirmação de perdas de empregos em setembro.
Mudanças na liderança e contexto
Nesta semana, a ITN informou a demissão imediata da CEO Rachel Corp, após quatro anos na empresa que presta serviços de notícia para ITV, Channel 4 e Channel 5. Corp já tinha anunciado uma nova posição em sua agenda.
A BBC também viu mudanças na gestão de notícias, com a saída de Deborah Turness anunciada em novembro passado. A executiva foi substituída interinamente por Jonathan Munro, atual diretor de notícias globais e do World Service.
A BBC não comentou o conteúdo das decisões nem detalhou impactos adicionais sobre equipes ou projetos específicos, mantendo o foco nas medidas de contenção de custos e nas negociações salariais em curso.
Entre na conversa da comunidade