- IPCA subiu 0,67% em abril, ante 0,88% em março, sendo o maior para o mês desde 2022.
- Em 12 meses até abril, a inflação acumula alta de 4,39%.
- A meta de inflação é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, intervalo tolerável até 4,5%.
- de janeiro a abril, o IPCA avançou 2,60%.
- O Banco Central cortou a Selic para 14,50% ao ano e sinaliza novos cortes dependentes do cenário interno e externo, com a guerra no caminho mantendo pressão no petróleo.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,67% em abril, informou o IBGE nesta terça-feira (12). O incremento ficou acima da leitura de março, de 0,88%, e representa a maior alta para o mês desde 2022. O resultado ficou levemente acima da mediana das 32 projeções consultadas pelo Valor Data, que apontava alta de 0,66%.
Em 12 meses até abril, o IPCA acumula alta de 4,39%. A meta de inflação perseguida pelo governo é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, o intervalo tolerável vai de 1,5% a 4,5% ao ano. Entre janeiro e abril, a alta acumulada é de 2,60%.
A inflação acompanha o cenário externo conturbado devido à guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito contribui para volatilidade no preço do petróleo, o que pressiona custos de produção e transporte, incluindo combustíveis, insumos industriais e energia. O efeito se transmite aos preços ao consumidor.
Efeito na política monetária
O Banco Central já havia reduzido a Selic em 0,25 ponto, levando a taxa para 14,50% ao ano. A autoridade monetária sinaliza que a magnitude e a duração de novos cortes dependerão do comportamento da inflação e de fatores externos e internos. O monitoramento da composição do IPCA continua a orientar as decisões.
Perspectivas e impactos práticos
Especialistas apontam que inflação mais resistente pode manter o aperto monetário por mais tempo. Com a inflação ainda acima da meta, a tendência de cortes pode se consolidar de forma gradual, sem acelerar a recuperação econômica. Consumidores permanecem atentos a ajustes de preços em itens essenciais.
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