- O IPC dos EUA subiu 0,6% em abril, e avançou 3,8% na comparação anual.
- O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, teve alta de 0,4% mensal e 2,8% em 12 meses.
- Os preços da gasolina avançaram mais de 5% no mês, após salto de 21% em março, puxando o índice.
- Alimentos e passagens aéreas também registraram altas relevantes; a distorção na medição de aluguéis ajudou a elevar o núcleo.
- Economistas apontam que, mesmo com cessar-fogo e normalização da produção de petróleo, custos elevados devem continuar nos próximos meses, impactando o consumo.
A inflação dos EUA acelerou em abril, conforme dados do Bureau of Labor Statistics. O índice de preços ao consumidor subiu 3,8% na comparação anual e 0,6% frente a março. O avanço acompanha a alta nos preços da gasolina e dos alimentos.
O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4% mês a mês e 2,8% na base anual. A leitura veio com distorção estatística nos aluguéis, atribuída à paralisação do governo em 2025, segundo o BLS.
Impacto da energia e dos alimentos
Os preços da gasolina subiram mais de 5% no mês, após salto de 21% em março, conforme o relatório do BLS. Demais itens, como alimentos e passagens aéreas, também registraram altas relevantes, pressionando o consumo.
Economistas observam que choques no petróleo ajudam a sustentar a inflação no curto prazo. Mesmo com cessar-fogo e possível reabertura do Estreito de Ormuz, custos mais elevados devem permanecer.
Perspectivas para próximos meses
Especialistas esperam que a produção de petróleo se normalize gradualmente e que o transporte se restabeleça, mas fatores como fertilizantes altos podem elevar contas no supermercado. O impacto sobre os preços pode se estender até o próximo trimestre.
As autoridades avaliam que a inflação débe permanecer elevada até que dinâmicas de custo, oferta e demanda se ajustem. O ritmo atual sugere continuidade de pressão sobre preços ao consumidor nos EUA.
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