Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Petróleo elevado e El Niño atrasam inflação até 2026

Choques do petróleo e El Niño freiam reversão da inflação, mantendo trajetória acima da meta para 2026, dizem economistas

Segundo André Braz, do FGV Ibre, os efeitos da alta do petróleo e do El Niño não são mais fortes porque, no meio da tempestade, também ocorreu uma valorização significativa do real frente ao dólar, o que ajuda a segurar um pouco a pressão inflacionária — Foto: Léo Pinheiro/Valor
0:00
Carregando...
0:00
  • O IPCA de abril ficou em 0,67%, menor que março (0,88%), conforme o IBGE.
  • Em doze meses, a inflação atingiu 4,39%, próximo do topo da meta de 4,5%.
  • Alimentação subiu 1,34% em abril, contribuindo com 0,29 ponto percentual; gasolina caiu de 4,59% em março para 1,86% em abril, gerando 0,1 ponto na inflação.
  • Os economistas destacam que o choque do petróleo, aliado ao El Niño, pode manter a inflação pressionada e tornar a alimentação um vetor de alta em 2026.
  • Há expectativa de que a inflação atinja ou ultrapasse o teto da meta já em maio, com o BC mantendo juros elevados e cautela para novo ciclo de cortes.

O IPCA de abril ficou em 0,67%, segundo o IBGE, desaceleração frente a março (0,88%). Mesmo com o resultado, especialistas veem risco de reversão lenta da inflação, diante de choques recentes e do peso de alimentos.

O indicador anual subiu para 4,39%, próximo do teto da meta de 4,5%. O grupo alimentos e bebidas subiu 1,34% em abril, contribuindo com 0,29 ponto porcentual. Gasolina recuou de 4,59% em março para 1,86% em abril.

O petróleo alto e o recente conflito geopolítico ampliaram pressões inflacionárias, impactando a trajetória prevista para 2026. O efeito é visto também no custo de frete, embalagens e insumos agrícolas, elevando a inflação de alimentos.

Perspectivas para inflação e petróleo

Mesmo com possível queda do petróleo, o ajuste de preços deve demorar a reverter. Além disso, o início do El Niño pode reduzir a oferta de alimentos este ano, pressionando valores agregados.

A intensa variação na alimentação eleva o peso do grupo no IPCA, influenciando toda a inflação. Profissionais apontam que choques no setor elétrico também aumentam as projeções para 2026.

Analistas destacam que a inflação pode superar o teto já em maio. A sinalização aponta para patamares acima de 4,5% até o fim do semestre, em meio a pressão de serviços e bens.

Núcleos, serviços e câmbio

Economistas do Santander destacam que medidas de núcleo surpreenderam para cima, indicando piora do cenário inflacionário. Gasolina e serviços subjacentes explicam parte da alta, segundo projeções.

Surpresas positivas e negativas nos núcleos, especialmente em serviços, reforçam o desafio de manter a inflação na meta. Investidores acompanham o repasse do choque do petróleo para o restante do ano.

O mercado de trabalho aquecido e o repasse de choques de petróleo são vistos como fatores que dificultam a condução da política monetária. Em especial, pressões em serviços e mão de obra elevam o núcleo da inflação.

Política monetária e expectativas

Especialistas apontam que o recuo parcial da Selic não resolve inflação impulsionada pela demanda. A alta recente do dólar ajudou a conter pressões, mas a confiança na política monetária segue baixa.

Especialistas destacam que a atuação do Banco Central depende de oferta de petróleo e clima, entre outros fatores. A cautela persiste, com possíveis dificuldades para novo ciclo de cortes na taxa básica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais