- A picanha recuou de R$ 81,86/kg em abril de 2025 para R$ 60,70/kg em abril de 2026, queda de 25,9%.
- Cortes premium sofreram queda: fraldinha caiu 38,6%, ancho bovino 19,6% e costela 21,6%.
- Cortes tradicionais subiram: maminha (+4,3%) e alcatra (+12,3%), ainda abaixo dos patamares de maior pressão inflacionária.
- Cerveja ficou estável, com alta de apenas 0,7% em relação ao ano anterior; cerveja artesanal recuou 4,6%.
- No segmento de bebidas, vinho importado caiu 4,5%; vinho fino nacional permaneceu estável com leve alta de 0,7%.
O preço da picanha recuou de 81,86 reais por quilo em abril de 2025 para 60,70 reais por quilo em abril de 2026, conforme levantado pela Neogrid. O estudo usa dados de 40 milhões de notas fiscais de todo o país. Enquanto a carne caiu, a cerveja ficou estável em relação ao ano anterior.
A queda da picanha ocorre após picos no fim de 2025 e início de 2026, quando o preço chegou a superar 76 reais por quilo. Outros cortes premium também recuaram: fraldinha caiu 38,6%, ancho caiu 19,6% e costela 21,6% no período.
Já cortes tradicionais apresentaram alta moderada: maminha subiu 4,3% e alcatra 12,3% frente a abril de 2025. Mesmo com alta, os preços continuam abaixo dos patamares de maior pressão inflacionária observados no passado recente.
Bebidas e bebidas alcoólicas mantêm trajetória estável
O levantamento mostra estabilização dos preços de bebidas. Importados de vinho recuaram 4,5% em relação a abril do ano anterior, enquanto vinho fino nacional teve leve alta de 0,7% e vinho de mesa subiu 2,2%.
A cerveja, item típico de churrasco, permaneceu estável: alta de 0,7% ante o mesmo mês do ano passado. A cerveja artesanal registrou queda de 4,6% em um ano, após oscilações de verão e festas.
Condições de consumo e cadeia de abastecimento
Frente ao recuo da carne, o frango ficou 12,4% mais barato ao longo de 12 meses, e a coxa de frango caiu 10,9%. As linguiças permaneceram estáveis. O varejo encontra desafio no endividamento dos consumidores, porém datas festivas e a Copa do Mundo podem manter a demanda.
A Neogrid aponta que períodos de maior consumo exigem atenção a categorias específicas, reforçando a importância de uma cadeia de abastecimento bem ajustada. Estoque, reposição e visibilidade da demanda real aparecem como fatores-chave para o mercado de churrasco neste ano.
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