- O Senado dos Estados Unidos confirmou Kevin Warsh para um mandato de 14 anos como diretor do Federal Reserve, por 51 a 45, com um democrata votando com a maioria republicana.
- A confirmação abre caminho para que Warsh seja nomeado chair, com votação para encerrar o debate possível já na quarta-feira, 13 de junho; o mandato de Jerome Powell como chair termina na sexta-feira, 15 de junho.
- Warsh é visto em meio a tensões sobre a independência do Fed diante de pressões do governo para cortes de juros.
- O indicado defende uma “mudança de regime” no Fed, com maior coordenação com o Tesouro e o governo, além de reduzir o tamanho do balanço, o que ele acredita facilitaria cortes de juros.
- A próxima reunião do Fed está marcada para 16 e 17 de junho, e a taxa básica de juros permanece entre 3,50% e 3,75%.
O Senado dos EUA confirmou Kevin Warsh para um mandato de 14 anos como diretor do Federal Reserve, segundo reportagem publicada nesta terça-feira. A aceitação abre caminho para que ele assuma a liderança do banco central, sucedendo Jerome Powell.
A votação terminou com 51 votos a favor e 45 contrários, contando com apenas um democrata, John Fetterman, ao lado da maioria republicana. A nomeação mantém Warsh na linha de eventual cadeira do Fed.
O Senado já havia iniciado o processo para confirmar o mandato de quatro anos de Warsh como chair, com uma votação para encerrar o debate, o que permitiria a conclusão da nomeação na quarta-feira (13). Powell encerra o mandato de chair na sexta (15).
Warsh assume o cargo em meio a pressões sobre a independência do Fed, com relatos de tentativas de influência do governo Trump para contornar a política monetária. O tema envolve ações e investigações envolvendo o banco central.
Powell pretende permanecer como diretor após o término do mandato como chair, conforme declarações públicas, em meio a ataques legais ao Fed que, segundo ele, ameaçam a política monetária. O processo reflete o cenário político em pauta.
Warsh sinalizou uma possível mudança de regime no Fed, defendendo maior coordenação com o Tesouro e o governo para políticas não monetárias e um balanço menor, o que ele afirma poder levar a juros mais baixos. Dados oficiais não se alinham automaticamente a esse plano.
O atual patamar da taxa básica está entre 3,50% e 3,75%. O cenário de inflação tem sido influenciado pela alta de preços do petróleo após a escalada do conflito no Oriente Médio, segunda fontes do mercado.
O chair do Fed possui um voto no FOMC, o comitê que define as taxas, entre 12. A participação do chair é relevante entre 19 vozes, na condução da política monetária. A próxima reunião do Fed está marcada para 16 e 17 de junho.
Próximos passos
O mercado avalia a probabilidade de mudanças na política de juros diante das decisões de Warsh, que pode influenciar a direção da instituição nos próximos meses. A confirmação completa do novo cenário depende do desenrolar institucional.
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