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BofA rebaixa Azzas, Alpargatas, Renner e Natura com fim da taxa de blusinhas

Bank of America rebaixa Azzas, Renner, Alpargatas e Natura após fim da “taxa das blusinhas”, com queda de alvos e revisões de lucro para 2027

BofA rebaixa Azzas, Alpargatas, Renner e Natura com fim da “taxa das blusinhas’’
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  • O Bank of America rebaixou Azzas 2154 de neutra para venda, citando o fim da “taxa das blusinhas” e desafios de concorrência e governança; alvo caiu de R$ 28 para R$ 17.
  • A ação de Azzas gerou impacto em Alpargatas, Renner e Natura, que passaram de compra para neutro; alvo da Alpargatas caiu de R$ 15 para R$ 12, com múltiplo-alvo de 12x para 10x.
  • O relatório associa o ajuste ao fim do imposto sobre importação de produtos abaixo de US$ 50, bem como ao momento desafiador enfrentado pelas empresas.
  • As estimativas de lucro por ação foram reduzidas para este ano e para 2027 e 2028, com quedas de R$ 2,71 para R$ 2,14; de R$ 4 para R$ 2,84; e de R$ 4,85 para R$ 3,68, respectivamente.
  • O documento aponta riscos de competição internacional, menor alavancagem operacional e importações de menor custo, com destaque para impactos em Hering, Reserva, Renner e Natura, apesar de ainda vislumbrar valor de marca na Natura.

O Bank of America rebaixou em massa ações de varejo no Brasil, citando o fim da chamada “taxa das blusinhas” anunciada pelo governo, além de dificuldades específicas de cada empresa. O ajuste afeta Azzas 2154, Alpargatas, Renner e Natura, entre outros.

O downgrade mais severo recai sobre a Azzas 2154, holding que controla Arezzo, Hering, Reserva e Farm. A recomendação passou de neutra para venda, uma posição rara para o setor de varejo. O relatório também reduz o preço-alvo de R$ 28 para R$ 17.

Segundo o analista Robert Ford, o novo preço-alvo considera um múltiplo de 6x o lucro estimado para 2027, abaixo do anterior de 7x, refletindo riscos de concorrência, governança e execução. As estimativas de lucro por ação também recuam para 2022-2028.

A nota aponta que a queda está associada a vendas mais conservadoras, especialmente para Arezzo, Hering e Reserva, além da perda de alavancagem operacional. Em paralelo, há disputa judicial entre dois acionistas da Azzas, ocorrida recentemente.

Entre as demais varejistas, a recomendação mudou de compra para neutro para Alpargatas, Renner e Natura. O preço-alvo da Alpargatas caiu de R$ 15 para R$ 12, com redução do múltiplo-alvo de 12x para 10x.

O relatório cita competição mais intensa, incluindo importações de baixo custo como fator de pressão. Não houve alteração nas estimativas de lucro de curto prazo para a Alpargatas, mas aponta riscos de margens diante de retomada de importações.

Para Renner, o preço-alvo caiu de R$ 20 para R$ 16 e o múltiplo-alvo de 11x para 9,5x. Ford comenta que a Renner enfrenta dificuldades de crescimento, ainda que tente tornar os preços de entrada mais competitivos.

No caso da Natura, o analista destaca risco de portfólio devido a importações com custo menor, incluindo marcas coreanas de skincare. O estudo aponta pressão adicional no Nordeste, onde consumo mais sensível a preço pode ampliar vulnerabilidades às importações.

Apesar do cenário desfavorável, o analista mantém visão de valor de marca para a Natura, citando oportunidades em melhoria de custos e maior reinvestimento na marca. O relatório também menciona que o corte de impostos sobre produtos importados pode impactar a estratégia de aquisição de capital anunciada pela Advent.

Resumo: a reavaliação do BoA reflete cenário macro de redução de impostos e desafios setoriais, com impactos em preço-alvo, lucros e estratégias de competitividade das principais varejistas brasileiras.

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