- O volume de vendas do varejo brasileiro subiu 0,5% em março frente a fevereiro, na série sem influências sazonais, segundo o IBGE, alcançando recorde histórico desde 2000.
- Em comparação com março de 2025, as vendas avançaram 4,0%, acima da mediana das projeções de economistas ouvidos pela Reuters (2,75%).
- É o terceiro mês consecutivo de crescimento do setor; nos últimos seis meses, apenas dezembro de 2025 registrou queda de 0,3%.
- No acumulado de 2026, o varejo cresce 2,4% e, nos últimos 12 meses, houve alta de 1,8%.
- Nos EUA, o PPI de abril será divulgado hoje às 9h30 (horário de Brasília), com expectativa de alta de 0,5% na margem, repetindo março, e 12 meses de ganho de 4%.
- Abril marca o primeiro mês completo sob o impacto da guerra no Oriente Médio, com o Brent próximo de US$ 100 por barril, elevando custos de energia na cadeia produtiva americana.
- O CPI divulgado ontem ficou em 0,6% na margem e 3,8% em 12 meses; se o PPI vier acima do esperado, pode reforçar a cautela do Federal Reserve sobre juros, que estão entre 3,50% e 3,75%.
O comércio brasileiro encerrou março com mais um avanço expressivo, renovando o recorde histórico. A venda de varejo, na série sem influência sazonal, subiu 0,5% ante fevereiro. O dado oferece leitura de continuidade do ritmo de consumo.
Na comparação com março de 2025, as vendas avançaram 4,0%, acima da mediana das expectativas. A sequência de altas já soma três meses consecutivos, com apenas dezembro de 2025 registrando queda, de 0,3%. No acumulado de 2026, o setor registra ganho de 2,4%.
Nos últimos 12 meses, o avanço é de 1,8%. O resultado reforça a atividade varejista e o consumo das famílias, contribuindo para o desempenho econômico no curto prazo. O IBGE aponta ainda que o setor chega a março mantendo o momentum.
PPI americano de abril sai hoje
O Departamento do Trabalho dos EUA divulga às 9h30 (horário de Brasília) o PPI de abril. A sessão visa confirmar se houve nova aceleração de preços na cadeia produtiva interna.
A leitura de abril é a primeira íntegra após a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o Brent para perto de US$ 100 por barril e pressionou custos de energia. O consenso aponta alta de 0,5% na margem, repetindo o avanço de março.
Em 12 meses, o PPI acumula alta de 4%, o maior ritmo desde fevereiro de 2023. Analistas destacam que o resultado pode sinalizar repasse de custos a varejistas e consumidores entre maio e agosto, caso se confirme a pressão energética.
O dado chega em momento de avaliação da trajetória de juros pelo Federal Reserve. Com expectativa de manter a faixa de 3,50% a 3,75%, o mercado observa se o PPI fica acima ou abaixo do esperado para ajustar a leitura sobre cortes em 2026.
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