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Custos levam empresas a transformar viagens corporativas em estratégia

Tarifas elevadas obrigam empresas a transformar viagens corporativas em operação estratégica, buscando controle, previsibilidade e eficiência tecnológica

Setor de viagens corporativas movimentou R$ 12 bilhões em janeiro de 2026
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  • O setor de viagens corporativas movimentou R$ 12 bilhões em janeiro de 2026, alta de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2025, atingindo recorde histórico.
  • Pesquisas da Alagev indicam que 96% dos gestores perceberam aumento nas tarifas aéreas após a alta do querosene de aviação.
  • Empresas passaram a tratar viagens como operação estratégica, buscando previsibilidade, controle e redução de desperdícios invisíveis.
  • Além do combustível, instabilidade internacional, variação cambial e mudanças operacionais das cias. aéreas elevam os custos; o combustível representa entre 25% e 30% das despesas operacionais das transportadoras (IATA).
  • Cresce o uso de plataformas digitais para centralizar reservas, aprovações, remarcações e acompanhamento de despesas, aumentando visibilidade e reduzindo processos manuais.

As viagens corporativas no Brasil seguem em alta, mas com pressão crescente sobre custos e eficiência. Empresas estão reestruturando políticas de deslocamento para tratar as viagens como operação estratégica, não apenas logística.

Dados do Levantamento de Viagens Corporativas indicam que o setor movimentou R$ 12 bilhões em janeiro de 2026, alta de 5,2% ante o mesmo mês de 2025 e recorde histórico para o período. A alta ocorre em um contexto de tarifas elevadas.

A gestão de viagens ficou na mira das áreas financeiras, com 96% dos gestores percebendo aumentos nas tarifas após a alta do combustível. A tendência é de maior controle, previsibilidade e uso de tecnologia para acompanhar despesas.

Transformação impulsionada pela tecnologia

Segundo a Voetur Viagens, há uma mudança de comportamento das empresas que buscam previsibilidade, controle e inteligência sobre deslocamentos. A visão é reduzir desperdícios e ganhar eficiência operacional.

Para Humberto Cançado, sócio-diretor da Voetur, viagens corporativas deixam de ser despesa operacional isolada e passam a acompanhar o orçamento e a produtividade, com foco em decisão baseada em dados.

Além do combustível, fatores como instabilidade internacional, variação cambial e mudanças operacionais das aéreas pressionam os custos do setor, que a IATA aponta terem participação de 25% a 30% do total com combustível.

Na prática, companhias revisam desde o tempo de antecedência na compra até fluxos de aprovação e políticas internas, visando reduzir perdas e aumentar a visibilidade sobre gastos.

Plataformas digitais para centralizar reservas, aprovações, remarcações e acompanhamento de despesas ganham espaço, reduzindo processos manuais e trazendo controle em tempo real.

Apesar da pressão de custos, a retomada de agendas presenciais sustenta o mercado. A demanda global por transporte aéreo segue em crescimento em 2026, com isso o retorno de compromissos estratégicos corporativos.

Para a Voetur, a transformação é irreversível: viagens corporativas devem permanecer, mas com foco maior em eficiência, tecnologia e inteligência operacional.

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