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Distribuição amplia competitividade no mercado de crédito

Com produtos padronizados e tecnologia, correspondentes bancários ampliam alcance e inclusão no crédito, tornando a distribuição o principal diferencial

Foto: Redação Onze / DINO
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  • O mercado de crédito brasileiro está valorizando mais a distribuição e o relacionamento com clientes, em meio à digitalização e à concorrência entre instituições.
  • Segundo Lourival Rocha, CEO da Associação Nacional de Correspondentes Bancários, existem quase 200 mil correspondentes no Brasil, com 400 mil pessoas aptas a atuar.
  • O crédito consignado continua relevante e movimentou mais de R$ 82,1 bilhões em 2025, com cerca de 7,1 milhões de trabalhadores atendidos pelo programa Crédito do Trabalhador.
  • O diferencial competitivo passou a ser a capacidade de chegar até o cliente, via correspondentes, que constroem confiança, entendem o perfil e orientam o processo.
  • A tendência é de integração entre tecnologia e canais físicos, com o correspondente como peça central da estratégia de distribuição e inclusão financeira.

O mercado de crédito brasileiro vive uma mudança estrutural: quem distribui o produto com eficiência leva vantagem. Em meio a tecnologia, digitalização e maior concorrência, a capilaridade e o relacionamento com o cliente passam a definir o sucesso das instituições.

Especialistas apontam que a padronização de produtos e o avanço da tecnologia elevam a importância dos correspondentes bancários. Eles atuam como ponte entre instituições e clientes, especialmente em regiões fora dos grandes centros.

Há quase 200 mil correspondentes espalhados pelo Brasil, segundo dados do setor, com cerca de 400 mil pessoas aptas a desempenhar a função. Eles facilitam acesso, orientação e assinatura de contratos em diversas localidades.

O papel estratégico do correspondente

Mesmo com movimentos de verticalização por parte de algumas instituições, o modelo de parcerias com correspondentes segue central para o crescimento sustentável. A atuação envolve originação, construção de relacionamento e entendimento do perfil do cliente.

O crédito consignado, com condições cada vez mais padronizadas, ilustra a transição: a eficiência na originação e na rede de atendimento ganha destaque, não apenas o produto em si. A presença local facilita a compreensão das diretrizes da operação.

Ampliação do alcance e inclusão financeira

Investir em canais de distribuição impacta diretamente o desempenho das instituições. Estruturas que valorizam o relacionamento com correspondentes apresentam maior alcance, originação estável e qualidade nas operações. O efeito inclui maior inclusão financeira.

Para o cliente, há maior clareza nas condições, suporte durante o processo e acesso facilitado ao crédito. No mercado, a distribuição eficiente favorece crescimento com sustentabilidade.

Tendências futuras

A tendência é integrar tecnologia e atendimento humano de forma híbrida. Dados, automação e proximidade no atendimento devem andar juntos, mantendo o correspondente como peça central da estratégia. Quem não respeitar esse canal pode perder espaço no crédito.

O cenário aponta para continuidade dessa integração, com os correspondentes mantendo participação determinante na distribuição de crédito no Brasil. A busca por eficiência e confiança no relacionamento permanece em evidência.

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