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Dois médicos lucram R$ 10 milhões com IA de atendimento ao paciente

MOMA.I, startup de IA médica de Brasília, testa em clínicas e mira faturar R$ 10 milhões com 10 mil usuários até dezembro de 2026

Hendrick Hoyler e Eduardo Santos, fundadores da MOMA.I (Divulgação)
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  • A startup MOMA.I, criada por Hendrick Hoyler e Eduardo Santos em Brasília, desenvolve uma IA que triagem, sugere hipóteses clínicas e orienta pacientes, com repasse a médicos cadastrados quando necessário.
  • O sistema, testado inicialmente em clínicas próprias, funciona como um chat de saúde guiando perguntas semelhantes a uma anamnese e, se preciso, direciona para médicos para validação de diagnóstico ou emissão de receitas digitais.
  • Os testes internos indicaram mais de 95% de precisão nas decisões clínicas sugeridas pela IA, que segue diretrizes do Conselho Federal de Medicina.
  • A empresa pretende faturar até R$ 10 milhões ainda neste ano, com base de cerca de 10 mil usuários, iniciando operações no Distrito Federal e Tocantins e mirando expansão para São Paulo e atendimento privado.
  • O modelo prevê integrar dados de saúde do usuário, relógios inteligentes e monitoramento preventivo, visando transformar a plataforma em um hub único de histórico médico, exames e acompanhamento contínuo.

A startup brasileira reformula o atendimento médico por meio de inteligência artificial. A MOMA.I, criada em Brasília por Hendrick Hoyler e Eduardo Santos, iniciou com testes em clínicas próprias e agora negocia contratos com setores público e privado de saúde. O objetivo é acompanhar pacientes entre consultas e reduzir lacunas no cuidado.

Segundo os fundadores, a plataforma atua como um chat de saúde alimentado por IA. Ela realiza uma triagem inicial, sugere hipóteses clínicas e orienta pacientes, com encaminhamentos para médicos cadastrados na plataforma quando necessário. A ideia é manter o acompanhamento próximo e contínuo.

Os testes internos foram feitos em uma operação que atende cerca de 2 mil pacientes por mês, com resultados apontando mais de 95% de acurácia nas decisões clínicas sugeridas pela IA. A base de treinamento inclui mais de 9 mil obras médicas e artigos científicos.

Como funciona a plataforma

A MOMA.I dialoga com o usuário para entender sintomas, dúvidas ou objetivos de saúde, nutrição e atividade física. A IA realiza perguntas similares a uma anamnese e, a partir das respostas, propõe hipóteses, orientações e exames. Casos complexos são encaminhados a médicos cadastrados.

Quando necessário, o médico pode validar diagnósticos, emitir receitas digitais e solicitar exames. A plataforma aponta bandeiras vermelhas que exigem avaliação médica imediata, segundo os criadores. A ferramenta também planeja evoluir para incorporar dados de saúde do usuário.

Os fundadores ressaltam que a tecnologia não substitui o médico, mas amplia a atuação profissional. Com o tempo, a expectativa é ampliar o alcance e tornar o acompanhamento mais acessível a um maior número de pessoas.

Lacunas de acesso e visão de longo prazo

A startup aponta dificuldades históricas na assistência no Brasil, com jornadas desorganizadas e tempo de espera entre consultas. A estratégia inicial envolve contratos com empresas, clínicas, setores público e grandes grupos privados, priorizando o mercado local do Distrito Federal e de Tocantins.

No aspecto comercial, a operação busca contratos como porta de entrada para expandir a adoção do produto nos próximos meses. A meta é alcançar 10 milhões de reais de faturamento até o final de 2026, com expansão prevista para São Paulo.

A proposta é consolidar a MOMA.I como um hub de saúde digital, reunindo histórico médico, exames, prescrições e monitoramento preventivo. Os criadores destacam que a adesão depende da confiança dos usuários em conversar com a plataforma como se fosse um profissional.

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