- A startup MOMA.I, criada por Hendrick Hoyler e Eduardo Santos em Brasília, desenvolve uma IA que triagem, sugere hipóteses clínicas e orienta pacientes, com repasse a médicos cadastrados quando necessário.
- O sistema, testado inicialmente em clínicas próprias, funciona como um chat de saúde guiando perguntas semelhantes a uma anamnese e, se preciso, direciona para médicos para validação de diagnóstico ou emissão de receitas digitais.
- Os testes internos indicaram mais de 95% de precisão nas decisões clínicas sugeridas pela IA, que segue diretrizes do Conselho Federal de Medicina.
- A empresa pretende faturar até R$ 10 milhões ainda neste ano, com base de cerca de 10 mil usuários, iniciando operações no Distrito Federal e Tocantins e mirando expansão para São Paulo e atendimento privado.
- O modelo prevê integrar dados de saúde do usuário, relógios inteligentes e monitoramento preventivo, visando transformar a plataforma em um hub único de histórico médico, exames e acompanhamento contínuo.
A startup brasileira reformula o atendimento médico por meio de inteligência artificial. A MOMA.I, criada em Brasília por Hendrick Hoyler e Eduardo Santos, iniciou com testes em clínicas próprias e agora negocia contratos com setores público e privado de saúde. O objetivo é acompanhar pacientes entre consultas e reduzir lacunas no cuidado.
Segundo os fundadores, a plataforma atua como um chat de saúde alimentado por IA. Ela realiza uma triagem inicial, sugere hipóteses clínicas e orienta pacientes, com encaminhamentos para médicos cadastrados na plataforma quando necessário. A ideia é manter o acompanhamento próximo e contínuo.
Os testes internos foram feitos em uma operação que atende cerca de 2 mil pacientes por mês, com resultados apontando mais de 95% de acurácia nas decisões clínicas sugeridas pela IA. A base de treinamento inclui mais de 9 mil obras médicas e artigos científicos.
Como funciona a plataforma
A MOMA.I dialoga com o usuário para entender sintomas, dúvidas ou objetivos de saúde, nutrição e atividade física. A IA realiza perguntas similares a uma anamnese e, a partir das respostas, propõe hipóteses, orientações e exames. Casos complexos são encaminhados a médicos cadastrados.
Quando necessário, o médico pode validar diagnósticos, emitir receitas digitais e solicitar exames. A plataforma aponta bandeiras vermelhas que exigem avaliação médica imediata, segundo os criadores. A ferramenta também planeja evoluir para incorporar dados de saúde do usuário.
Os fundadores ressaltam que a tecnologia não substitui o médico, mas amplia a atuação profissional. Com o tempo, a expectativa é ampliar o alcance e tornar o acompanhamento mais acessível a um maior número de pessoas.
Lacunas de acesso e visão de longo prazo
A startup aponta dificuldades históricas na assistência no Brasil, com jornadas desorganizadas e tempo de espera entre consultas. A estratégia inicial envolve contratos com empresas, clínicas, setores público e grandes grupos privados, priorizando o mercado local do Distrito Federal e de Tocantins.
No aspecto comercial, a operação busca contratos como porta de entrada para expandir a adoção do produto nos próximos meses. A meta é alcançar 10 milhões de reais de faturamento até o final de 2026, com expansão prevista para São Paulo.
A proposta é consolidar a MOMA.I como um hub de saúde digital, reunindo histórico médico, exames, prescrições e monitoramento preventivo. Os criadores destacam que a adesão depende da confiança dos usuários em conversar com a plataforma como se fosse um profissional.
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