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Fim da taxa das blusinhas busca melhorar percepção econômica do eleitor comum

Governo revoga a cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50 para reforçar renda, crédito e redução do custo de vida em ano eleitoral

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de uma coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro (não retratado), no Palácio de São Bento, em Lisboa, Portugal, em 21 de abril de 2026. REUTERS/Pedro Nunes/File Photo
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  • Governo revoga o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, publicado por medida provisória em 12 de abril de 2026, como parte de foco no bolso do eleitor.
  • A mudança se soma a medidas como ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o Desenrola 2.0, visando consumo imediato.
  • Pesquisa Genial/Quaest aponta melhora na percepção do governo: aprovação pulou de 43% para 46% e desaprovação caiu de 52% para 49%.
  • A previsão é de queda de preços para compras internacionais, ainda com o ICMS estadual incidindo; estimativa inicial indica exemplo de US$ 50 passando de cerca de R$ 354 para cerca de R$ 295.
  • Mesmo com a revogação, o governo mantém foco no consumo como fator eleitoral, enquanto a Receita Federal registra arrecadação de R$ 1,78 bilhão com encomendas internacionais nos quatro primeiros meses de 2026.

A revogação da chamada taxa das blusinhas foi oficializada pelo governo Lula por meio de medida provisória publicada nesta terça-feira, em Brasília. A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 passa a não existir, buscando impacto imediato no bolso do consumidor.

A decisão integra uma linha de ações de curto prazo voltadas ao consumo popular. O governo também ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil e lançou o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas.

Fontes do Planalto indicam que o foco em renda, crédito e custo de vida ganhou força após pesquisa recente. A Genial/Quaest apontou melhora na percepção do governo e redução do pessimismo econômico entre eleitores.

Impacto econômico

Mesmo com o fim da taxa, o ICMS estadual incidirá sobre as compras internacionais. Ainda assim, analistas apontam que os preços devem recuar. Cálculos iniciais indicam que uma compra de US$ 50 poderá sair de cerca de R$ 354 para aproximadamente R$ 295.

Dados da Receita Federal mostram que o imposto arrecadou cerca de R$ 1,78 bilhão nos quatro primeiros meses de 2026. Em 2025, a arrecadação total ficou em torno de R$ 5 bilhões. A equipe econômica avalia efeitos diretos no custo de vida.

Contexto político

A mudança é interpretada como uma guinada do governo na estratégia de campanha, com foco em medidas de impacto imediato para eleitores de renda média e baixa. A percepção pública sobre o governo tem ganhado fôlego com o discurso de alívio financeiro no curto prazo.

Mesmo com a revogação, o governo afirma manter o balanceamento fiscal e a visão de longo prazo, sinalizando continuidade de instrumentos que visem reduzir distorções entre comércio eletrônico internacional e varejo nacional.

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