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Gestão da oferta de energia é o grande desafio do século, diz palestrante

Painel alerta que aumento de fontes intermitentes exige cortes diários de energia para manter o fornecimento estável e evitar blecautes

O grande desafio da humanidade neste século será a gestão da oferta de energia, defende palestrante
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  • O sistema elétrico brasileiro, um dos mais robustos do mundo, enfrenta maiores desafios com o crescimento de fontes intermitentes, principalmente solar e eólica.
  • No Painel Energia Elétrica no Brasil, durante o São Paulo Innovation Week, foi destacado que o aumento da geração distribuída muda a operação do sistema nacional.
  • ONS pratica cortes de energia diários, chamados curtailment, para balancear a oferta e evitar blecautes, ainda que isso reduza a disponibilidade de energia à noite.
  • Representantes do setor, como Francisco Galvão, da Elera Renováveis, afirmaram sofrer cortes de 25% a 30% neste ano, impactando receita.
  • Autoridades e especialistas apontam que armazenamento em baterias é solução natural para o curto, médio e longo prazo, com avanços mencionados pela Lei 15.267, de 2025, e pela necessidade de mais agilidade do sistema.

O sistema brasileiro de geração de energia é considerado entre os mais robustos do mundo, mas enfrenta desafios crescentes com o avanço de fontes intermitentes como eólica e solar. A afirmação foi feita por Sumara Ticom, assessora executiva do ONS, em painel na São Paulo Innovation Week.

O evento, realizado entre quarta-feira e sexta-feira no Pacaembu e na Faap, reuniu especialistas para debater a operação do sistema elétrico. Ticom explicou que o incremento de geração distribuída solar impacta a operação nacional e que o curtailment, cortes de energia, é utilizado para manter o equilíbrio.

Francisco Galvão, vice-presidente de operações da Elera Renováveis, informou que geradoras da empresa sofrem quedas de 25% a 30% no ano devido aos cortes. Ele destacou a expectativa por leilões de armazenamento de energia em baterias pelo governo.

Wilson Ferreira Júnior, CEO da Matrix Energia, ressaltou a importância da gestão da oferta para a descarbonização. Segundo ele, 92% da matriz brasileira já é renovável, mas o planejamento não acompanhou o ritmo de crescimento.

Para o setor, a solução passa pela adoção de baterias como alternativa a novas termelétricas. A trajetória, na visão de Ferreira Júnior, envolve transição tecnológica e maior integração de sistemas de armazenamento.

Ticom defendeu que o ONS trabalha para evitar falhas de fornecimento, com índices de confiabilidade superiores a 95% ao longo de décadas. O painel discutiu ainda avanços legais, como a Lei 15.267/2025, que ainda demanda agilidade regulatória.

O São Paulo Innovation Week, maior festival de tecnologia e inovação do país, reúne mais de 2 mil palestrantes. O evento prossegue até sexta-feira, trazendo temas de energia, mobilidade, IA e sustentabilidade.

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