- Painel no SPIW aponta que IA é infraestrutura, exigindo mudança estrutural nas empresas e integração humano-sistema.
- O debate tratou da “nova arquitetura humana” e de um mundo digital tokenizado que replica o físico.
- A Nvidia atua em IA desde 2012; embora o tema ganhe destaque, as técnicas mais usadas continuam sendo visão computacional e machine learning.
- Líderes defendem que a implementação de IA deve envolver a prática, incentivando organizações horizontais e participação direta de executivos.
- Foi apresentado um modelo de cinco níveis de maturidade em IA; a maior parte das empresas ainda está nos primeiros níveis, com foco em testes de automação.
A IA deixou de ser apenas uma tendência para virar infraestrutura das empresas. Essa foi a mensagem central do painel “IA além do hype” no São Paulo Innovation Week, realizado na quarta-feira, 13, em São Paulo. O debate reuniu executivos de tecnologia para discutir como a IA já transforma liderança, produtos e modelos de startups.
Renato Grau, CEO da Trends News e mediador, destacou a necessidade de uma nova arquitetura humana, que combine cognição, emoção, consciência e interação com agentes digitais. O painel também tratou da transformação do mundo físico em ambientes digitais, com dados e tokens identificando e protegendo ativos.
Marcio Aguiar, diretor da divisão enterprise da Nvidia para a América Latina, lembrou que a empresa atua com IA desde 2012, antes do surgimento massivo de modelos generativos. Ele ressaltou que, no Brasil e no mundo, técnicas como visão computacional permanecem mais utilizadas que IA generativa.
IA nas empresas e startups
Gamboa lembrou experiências com visão computacional e leitura de documentos não estruturados desde 2018. O avanço de modelos abertos acelerou a transformação do mercado, afirma o executivo. Ele também pediu mudanças culturais para adoção da IA, não apenas uso técnico.
O painel discutiu o papel dos líderes na implementação da IA. Aguiar defendeu organizações mais horizontais e a participação direta da liderança, para entender o novo cenário. Soluções criadas por colaboradores de operações já aparecem como exemplos de uso prático.
O debate citou uma conversa com Luiza Trajano, sobre equipes operacionais desenvolvendo ferramentas com IA para problemas diários. A ideia é ampliar a produtividade, não substituir pessoas, segundo o executivo da Nvidia.
Níveis de maturidade e próximos passos
Gamboa apresentou um modelo de cinco níveis de maturidade, indo de perguntas simples à orquestração de múltiplos agentes. A maior parte das empresas ainda está nos níveis iniciais, segundo ele, e há necessidade de pequenos grupos para testar automações.
Ao encerrar o debate, Aguiar reforçou que a IA amplia produtividade quando aliada a agilidade e cultura de inovação. Empresas que combinarem rapidez, abertura cultural e uso estratégico da tecnologia devem liderar a próxima fase da transformação digital.
O SPIW 2026 segue na capital paulista, reunindo líderes, centros de pesquisa e startups para debates sobre tecnologia, ciência e inovação.
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