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Liderança inovadora requer menos controle e mais coragem para testar e errar

Painel defende cultura de testar e aprender, menos penalizar o erro, para acelerar inovação com IA e foco nas pessoas

Altas lideranças de grandes corporações se reuniram para discutir como transformar negócios e pessoas a partir da inovação
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  • Painel no São Paulo Innovation Week reuniu lideranças da Beiersdorf, McKinsey e BASF para tratar de inovação centrada nas pessoas e clima de teste e erro.
  • Ana Bogus, presidente da Beiersdorf, afirmou que cultura que penaliza o erro impede inovação; há necessidade de alinhamento entre estrutura, cultura e pessoas.
  • Em relação à IA, executivos dizem que a adoção na consultoria é pontual e que o desafio atual é repensar modelos organizacionais e a operação dos negócios.
  • Beiersdorf mantém embaixadores de IA para apoiar equipes que ainda não avançaram; a líder critica empresas que desconsideram quem ainda não se adaptou.
  • Debates destacam a ideia de “testar e aprender” de startups, além da importância de coalizões internas, propósito e adaptabilidade diante da transformação.

O Estúdio de inovação do SPIW reuniu lideranças da Beiersdorf, McKinsey e BASF para discutir caminhos de gestão que favoreçam a inovação. O painel Lideranças Inovadoras: Transformando Negócios e Pessoas ocorreu nesta terça-feira, 13, durante o São Paulo Innovation Week, em São Paulo, com a mediação de Sofia Esteves. O objetivo foi entender como promover culturas mais abertas ao erro e à diversidade de pensamento, em meio a pressões por resultados de curto prazo.

Ana Bogus, presidenta da Beiersdorf, destacou que a penalização do erro impede inovações duradouras. Ela apontou desalinhamentos entre estrutura, cultura e pessoas como entraves e afirmou que uma liderança que centraliza informações impede o progresso. A fala ocorreu durante o debate no SPIW, evento com participação de executivos de grandes empresas.

IA como desafio humano e organizacional

Monique Araújo, da McKinsey, ressaltou que a incorporação da inteligência artificial avança de forma pontual e exige repensar modelos organizacionais. A ideia é alinhar operações e governança para ampliar o impacto da IA além de iniciativas isoladas. A discussão enfatizou a necessidade de adaptação contínua das estruturas corporativas.

No debate, a Beiersdorf mencionou a atuação de embaixadores de IA que ajudam colegas a avançar na tecnologia. Bogus criticou abordagens que excluem profissionais que ainda não adotaram IA, defendendo uma postura inclusiva durante a transformação digital e a busca por equilíbrio entre velocidade e presença no processo.

Lições de gestão para inovação

As falas expuseram práticas de startups que podem orientar grandes corporações. O conceito de testar e aprender apareceu como modelo de disciplina operacional para quem vem da agilidade. Os participantes defenderam a importância de coalizões internas e de comprometimento das pessoas para que mudanças ocorram.

Sofia Esteves trouxe aprendizados não óbvios para liderar em tempos de transformação. Monique Araújo enfatizou que o propósito e a adaptabilidade são competências-chave, diante de cenários cada vez mais imprevisíveis. Bogus citou uma professora de Harvard que passou a praticar cerâmica para manter a presença no processo criativo, destacando que não se trata apenas de velocidade, mas de presença.

O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, segue até esta sexta-feira, 15. A programação reúne mais de 2 mil palestrantes, nacionais e internacionais, com temas que vão desde ciência e saúde até sustentabilidade, finanças e geopolítica. O evento é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, com atividades no Pacaembu e na FAAP.

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