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Lucro do BB cai 54% para 3,4 bi, pressionado pelo agro

Inadimplência do agronegócio chega a 6,22% da carteira do Banco do Brasil, pressionando o lucro líquido ajustado a R$ 3,4 bilhões no 1º trimestre

Fachada da agência do Banco do Brasil, na Rua Teodoro Sampaio, Pinheiros, zona oeste de São Paulo (SP).
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  • O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 3,4 bilhões, queda de 54% em relação ao mesmo período de 2025.
  • A inadimplência do agronegócio atingiu 6,22% da carteira do banco, com efeito direto sobre custo de crédito.
  • A provisão para perdas somou R$ 16,8 bilhões, alta de 46% na comparação anual.
  • A carteira de crédito total encerrou março em R$ 1,3 trilhão; o crédito ao agronegócio chegou a R$ 418,4 bilhões.
  • O BB revisou para baixo a faixa de lucro para 2026, prevendo entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões, influenciado pela continuidade do risco no setor agro e contexto macro.

Desempenho do Banco do Brasil no primeiro trimestre mostra queda expressiva no lucro, pressionado pela inadimplência no agronegócio. O lucro líquido ajustado caiu 54% na comparação com o mesmo período de 2025, para 3,4 bilhões de reais. O resultado ficou levemente acima das expectativas de mercado.

A instituição informou que o recuo está relacionado ao aumento do crédito vencido no setor rural e à avaliação de cenários econômicos. A projeção de lucro para 2026 foi reduzida, passando de 22 bilhões a 26 bilhões para 18 bilhões a 22 bilhões.

A carteira de crédito encerrou março em 1,3 trilhão de reais, com alta de 2,2% em 12 meses. O crédito ao agronegócio soma 418,4 bilhões, alta de 3%. A inadimplência acima de 90 dias nesse segmento chegou a 6,22%, contra 2% há um ano.

O retorno sobre patrimônio líquido caiu de 16,7% para 7,3% em 12 meses. A provisão para perdas atingiu 16,8 bilhões, alta anual de 46%. O banco apontou medidas como revisão de cobranças, melhoria de garantias e priorização de desembolsos.

O BB Regulariza Dívidas Agro somou 37,9 bilhões repactuados, envolvendo 25,5 mil produtores. A margem financeira bruta cresceu 14,8% no ano, para 27,4 bilhões, impulsionada por crédito a pessoas físicas e operações de tesouraria.

Ao anunciar os resultados, o banco justificou a revisão de projeções pela persistência de risco elevado no agronegócio e pelas incertezas geopolíticas. A instituição mantém foco em gestão de risco e eficiência operacional.

Paralelamente, o banco segue acompanhando a recuperação judicial no setor agrícola, que tem impactos sobre a carteira de crédito e o custo do crédito. A instituição reforça que continua monitorando a qualidade da carteira e ajustando estratégias de cobrança e garantias.

Panorama financeiro e operaciona

A carteira total encerrou março em 1,3 trilhão de reais, com crescimento anual modesto. O crédito ao agronegócio representou 418,4 bilhões, mantendo o peso do setor na composição da carteira. A inadimplência acima de 90 dias, porém, segue pressionando a rentabilidade.

Após o lançamento de medidas de melhoria, o banco avalia que as mudanças de fluxo de cobrança e de garantias podem contribuir para o fortalecimento da recuperação de crédito. O Brasil enfrenta ciclos de safra que influenciam o desempenho do setor rural.

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