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Morgan Stanley vê Ibovespa perto de 240 mil pontos e US$ 25 bi de potencial para a bolsa

Morgan Stanley projeta Ibovespa em 240 mil pontos com até US$ 25 bilhões em fluxos nos próximos 18 meses, alimentados por ciclos de cortes de juros e reaquecimento do mercado local

— Foto: Getty Images
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  • Morgan Stanley vê o Ibovespa perto de 240 mil pontos, com retorno de cerca de 31% em reais até meados de 2027 (22% em dólar).
  • O ciclo de flexibilização monetária é apontado como gatilho principal para a valorização das ações brasileiras, com o Ibovespa sendo preferido ao MSCI Brazil pela equipe.
  • O banco estima entradas de aproximadamente US$ 23 bilhões para fundos locais de ações, podendo chegar a US$ 25 bilhões em 18 meses, caso haja queda adicional da Selic, que deve totalizar 4,5 pontos percentuais até 2027, com a taxa terminando 2026 em 13% e 2027 em 10,5%.
  • Espera-se crescimento de lucro das empresas brasileiras de 17% em 2026 e 11% em 2027, mas o setor doméstico (exceto bancos) continua mais vulnerável; cenários apontam queda de 29% em 2027 no pessimista e avanço de 25% no otimista.
  • Recomendação: apostar em investimentos e exportações, com cautela em consumo e gasto público; utilidades públicas e serviços financeiros aparecem como as melhores oportunidades, com foco em Axia Energia, BTG Pactual, XP e B3.

O Morgan Stanley aponta que o Ibovespa pode chegar a perto de 240 mil pontos até meados de 2027, com retorno de 31% em reais ou 22% em dólar. O relatório associa esse movimento ao ciclo de flexibilização monetária no Brasil.

Apesar de desempenho recente mais fraco frente a Ásia e EUA, o banco mantém o Brasil como mercado favorito na América Latina. O cenário-base prevê entradas relevantes de recursos locais com cortes da Selic.

A equipe liderada pelo estrategista-chefe Nikolaj Lippmann prefere o Ibovespa ao MSCI Brazil, citando menor concentração externa. Também afirma que o fluxo nacional tem espaço para retomada com aperto gradual da inflação.

Cenário de fluxos e juros

O Morgan Stanley projeta cortes da Selic de 4,5 pontos percentuais até o fim de 2027, levando a 13% em 2026 e 10,5% em 2027. Estimam entradas de cerca de US$ 23 bilhões para fundos locais de ações.

Em cenário mais favorável, o fluxo pode chegar a US$ 25 bilhões em 18 meses. Esse movimento aumenta a liquidez das ações que compõem o MSCI Brazil.

Perspectivas de lucros e setores

A previsão é de crescimento de lucro de 17% em 2026 e 11% em 2027 para empresas brasileiras. O setor doméstico, excluindo bancos, continua mais vulnerável a choques internos e externos.

Caso haja ajuste fiscal crível, o banco vê espaço para crescimento sustentado impulsionado por investimentos privados, com PIB potencial de 2,8% ao ano no longo prazo. Infraestrutura e serviços financeiros aparecem entre as opções.

América Latina na visão do Morgan Stanley

A região pode estar no início de um bull market multianual, apoiado por geopolítica, políticas locais e juros baixos com redução de prêmios de risco. Mesmo assim, o cenário exige cautela diante de condições globais menos favoráveis.

Gestores globais de emergentes já haviam comprado ações brasileiras em nível recorde, e a próxima alta dependeria de fluxo local ou de fundos globais, especialmente diante de tensões internacionais. Fonte: Valor PRO.

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