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OIV: tarifas e clima impactam o comércio de vinhos

Tarifas, clima extremo e demanda fraca pressionam produção, consumo e comércio global de vinho em 2025, com leve recuperação e exportações ainda robustas

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  • A produção mundial de vinho em 2025 ficou estimada em 227 milhões de hectolitros, up de 0,6% em relação a 2024, marcando a terceira baixa consecutiva e 9,4% abaixo da média dos últimos cinco anos.
  • A área de vinhedos caiu 0,8% em 2025, para 7,0 milhões de hectares, após ajustes dos grandes produtores à demanda de mercado.
  • O consumo global de vinho em 2025 foi de aproximadamente 208 milhões de hectolitros, queda de 2,7% ante 2024, com nove dos dez maiores mercados registrando redução.
  • O comércio exterior de vinho recuou 2025: exportações caíram 4,7% em volume para 94,8 milhões de hectolitros e o valor caiu 6,7% para € 33,8 bilhões; as importações dos EUA somaram € 5,5 bilhões, -12% frente a 2024.
  • Países com destaques: Portugal atingiu consumo recorde de 5,6 milhões de hectolitros; Brasil alcançou 4,4 milhões de hectolitros (+41,9%); Japão subiu 6,8% para 3,3 milhões; o preço médio de exportação caiu 2,1% para € 3,56 por litro, ainda assim o terceiro maior nível já registrado.

O setor global de vinhos enfrentou mais um ano de pressão em 2025, com tarifas, clima volátil e demanda mais fraca influenciando produção, consumo e comércio, segundo o relatório anual da OIV.

A OIV divulgou o 2025 State of the World Wine Sector, publicado ontem, 12 de maio. O estudo aponta produção mundial estimada em 227 milhões de hectolitros, aumento de apenas 0,6% frente a 2024.

Apesar do leve crescimento, o volume representa a terceira queda consecutiva, com produção 9,4% abaixo da média dos últimos cinco anos. Eventos climáticos severos prejudicaram uvas em várias regiões.

A área de vinhedos mundial caiu pela sexta vez consecutiva, recuando 0,8% para 7,0 milhões de hectares em 2025, conforme ajustes de plantio frente às condições de mercado.

Consumo em trajetória de queda

O consumo mundial de vinho foi estimado em 208 milhões de hectolitros em 2025, em queda de 2,7% ante 2024. A OIV atribui o recuo a mudanças de hábitos, mercados maduros e pressão econômica.

Segundo o relatório, o consumo global tem caído desde 2018, com redução acumulada de 14% nesse período. Nove dos dez maiores mercados registraram queda de demanda em 2025.

Nos EUA, maior importador, o consumo recuou 4,3%, para 31,9 milhões de hl. A França caiu 3,2% para 22,0 milhões, e a Itália caiu 9,4% para 20,2 milhões. O Reino Unido registrou -2,4%, ficando em 12,3 milhões.

Por outro lado, Portugal atingiu consumo recorde de 5,6 milhões de hl em 2025, alta de 5,6%. Brasil teve volume recorde de 4,4 milhões, avanço de 41,9%. Japão cresceu 6,8%, para 3,3 milhões.

Comércio e tarifas sob pressão

As exportações globais de vinho caíram 4,7% em volume, totalizando 94,8 milhões de hl, com valor caindo 6,7%, para 33,8 bilhões de euros. Ainda assim, o valor permanece acima do nível pré-pandemia.

As importações nos EUA somaram 5,5 bilhões de euros, queda de 12% ante 2024. O preço médio de exportação caiu 2,1%, para 3,56 euros por litro, mas continua entre os mais altos já registrados.

O vinho engarrafado ainda domina o comércio global, respondendo por 51,1% do volume e 66,4% do valor, com quedas de 5,7% em volume e 8,9% em valor. Espumantes recuaram 2,7% no volume e 6,1% no valor.

Perspectiva e próximos passos

John Barker, diretor-geral da OIV, destacou que a cadeia produtiva tem se adaptado a mudanças climáticas, econômicas e regulatórias. Em 2025, as políticas tarifárias acrescentaram novos choques ao comércio.

Segundo o comunicado, o setor segue resiliente, buscando novos mercados e ajustando a capacidade produtiva conforme a demanda. A OIV ressalta a importância de dados, padrões científicos e cooperação internacional.

O relatório evidencia que a produção mais baixa, por três anos, ajudou a manter equilíbrio entre oferta e demanda, reduzindo riscos de estoque, mesmo diante de demanda global mais fraca.

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