- O índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA subiu 1,4% em abril, maior ganho desde o início de 2022.
- Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,5% do PPI em abril.
- Em março, o PPI havia avançado 0,7% (revisado para cima).
- Nos 12 meses até abril, o PPI subiu 6,0%, a maior alta desde dezembro de 2022.
- O Federal Reserve acompanha o índice de preços PCE para a meta de inflação de 2%.
O índice de preços ao produtor (PPI) para a demanda final dos Estados Unidos subiu 1,4% em abril, o maior ganho desde o início de 2022. Os dados, divulgados pelo Bureau of Labor Statistics, apontam avanço mensal acima do esperado e indicam aceleração da inflação ao produtor.
Entre os fatores citados, o aumento reflete pressões de custos, especialmente no setor de energia, em meio a interrupções no transporte marítimo por tensões envolvendo o Irã. O mercado acompanha o desdobramento do conflito e como isso impacta cadeias globais de suprimento.
Economistas consultados pela Reuters previam alta de apenas 0,5% para o mês. Em março, o índice já havia registrado incremento de 0,7% após revisão.
Nos 12 meses até abril, o PPI aumentou 6,0%, o maior ganho desde dezembro de 2022. Parte desse crescimento decorre da exclusão de leituras baixas de anos anteriores do cálculo.
Contexto da inflação
O aquecimento dos preços ao produtor aparece em meio a alta do índice de preços ao consumidor, divulgada recentemente, que aponta o maior ganho anual em três anos. O resultado reforça o desafio para a política monetária dos EUA.
O Federal Reserve monitora o PCE, indicador preferido para a meta de inflação de 2%, ao lado de dados do PPI e do CPI. A atuação do banco central continua pautada por sinais de demanda e custos de energia.
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