- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pediu que Vibra, Raízen, Ipiranga e postos acelerem o repasse das medidas para reduzir o preço da gasolina ao consumidor.
- As declarações acompanharam o anúncio de uma nova subvenção a combustíveis para evitar alta de preços causada pela guerra no Irã, com o setor privado sendo chamado a contribuir para manter uma curva de crescimento virtuosa.
- A subvenção para gasolina varia entre 0,40 e 0,45 real por litro, com impacto fiscal mensal entre 1 bilhão e 1,2 bilhão de reais; o teto pode chegar a 0,89 real por litro.
- Para o diesel, a desoneração de PIS/Cofins será substituída por subvenção a partir de junho, com custo estimado de 1,7 bilhão de reais por mês; o subsídio atual chega a 1,52 real por litro para o diesel importado e 1,12 real para o nacional.
- O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que cada 0,10 real de subsídio na gasolina custa 272 milhões de reais por mês, e no diesel, 492 milhões de reais por 0,10 real subvencionado.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pediu nesta quarta-feira (13 mai 2026) que distribuidoras de combustíveis e postos acelerem o repasse das medidas do governo para reduzir o preço da gasolina ao consumidor. A declaração ocorreu durante o anúncio de uma nova subvenção a combustíveis.
Segundo Silveira, empresas como Vibra, Raízen e Ipiranga devem contribuir com o país em virtude da alta internacional do petróleo. Ele chamou o setor privado a participar para manter a curva de crescimento econômico.
O ministro afirmou que, em meio a um cenário de guerra, é preciso espírito cívico e participação do setor privado para que as ações governamentais cheguem ao consumidor final. Ele destacou a necessidade de rigor no uso dos instrumentos públicos.
Silveira ressaltou a dedicação do governo em salvaguardar a economia, proteger a população e gerar resultados que mantenham empregos e inclusão social. A fala enfatiza o esforço conjunto entre Estado e setor privado.
Subvenção anunciada
As medidas incluem subsídios para gasolina e diesel, com custo estimado em cerca de R$ 2,9 bilhões por mês aos contribuintes, abrangendo o Orçamento Geral da União. O peso financeiro varia conforme o combustível.
Para a gasolina, o governo trabalha com subsídio entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro, com impacto fiscal mensal entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão. O teto do benefício pode chegar a R$ 0,89 por litro, atingindo tributos federais atuais.
No diesel, a proposta é substituir a desoneração de PIS/Cofins, hoje de R$ 0,35 por litro, por uma subvenção a partir de junho. O custo mensal fica em torno de R$ 1,7 bilhão. O diesel importado já recebe subsídio de até R$ 1,52 por litro, enquanto o nacional tem benefício de R$ 1,12 por litro.
Bruno Moretti, ministro do Planejamento, informou que cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina representa cerca de R$ 272 milhões mensais. No diesel, o impacto é de aproximadamente R$ 492 milhões por cada R$ 0,10 subvencionado.
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