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TCU aponta falha no controle de aportes em estatais e manda auditoria do teto

TCU aponta falhas no controle de aportes a estatais, fragilizando rastreabilidade e o teto remuneratório; determina auditoria de benefícios e governança

TCU vê falha em controle de aportes em estatais e manda auditar benefícios e teto salarial
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  • O Tribunal de Contas da União concluiu que os mecanismos de acompanhamento dos aportes do Tesouro Nacional nas estatais, especialmente pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), são insuficientes para rastreabilidade, separação de fontes e aplicação adequada dos recursos.
  • Observou-se retenção de aportes em caixa e dificuldade de distinguir recursos do Tesouro, rendimentos financeiros e receitas próprias nas disponibilidades das empresas.
  • O relatório alerta que a fragilidade pode permitir uso indireto de receitas financeiras para custeio, prejudicando a transparência e a governança do processo.
  • O acórdão recomenda aperfeiçoar a orientação e o acompanhamento sistêmico da programação de aportes e a publicação do Relatório de Benefícios das Empresas Estatais (Rebef) ou documento equivalente.
  • O TCU também determinou avaliar, nos próximos acompanhamentos, a aplicação do teto remuneratório e fiscalizar planos de benefícios das estatais que recebem recursos para custeio e pessoal, citando Correios, Infraero e Casa da Moeda como exemplos de risco fiscal.

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no controle dos aportes do Tesouro Nacional em estatais. Em decisão publicada nesta quarta-feira, 13, o tribunal concluiu que a metodologia da Sest não garante rastreabilidade, segregação de fontes ou aplicação tempestiva dos recursos. A constatação ocorreu durante o acompanhamento do Orçamento de Investimentos para 2025, até o terceiro trimestre.

Segundo o TCU, há retenção de aportes em caixa e dificuldade para distinguir, nas disponibilidades das empresas, o que é aporte do Tesouro, o rendimento financeiro e as receitas próprias. O relatório aponta risco de uso indireto de receitas para custeio, comprometendo transparência e governança.

O ministro relator, Benjamin Zymler, destacou que a Sest não permite identificar a origem dos recursos no caixa das companhias, dificultando a diferenciação entre aportes, rendimentos e recursos próprios. A falha aumenta vulnerabilidade fiscal e fragiliza o planejamento financeiro.

Medidas recomendadas pelo TCU

O tribunal recomenda aperfeiçoar a orientação e o acompanhamento sistêmico da programação de aportes. A meta é alinhar valores à capacidade de execução e à regra da anualidade orçamentária. Também sugere a reabertura do Relatório de Benefícios das Estatais (Rebef) ou documento equivalente.

Além disso, o TCU determinou que, nos próximos acompanhamentos, a Sest verifique a observância do teto remuneratório e das regras constitucionais aplicáveis à remuneração de funcionários em estatais que recebam recursos para custeio. A Secretaria-Geral de Controle Externo fica responsável pela fiscalização dos planos de benefícios.

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