- O Banco do Brasil prevê piora na inadimplência da carteira de pessoa física no segundo trimestre de 2026, puxada pela linha de cartão de crédito.
- A alta de 0,9 ponto percentual na inadimplência entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026 deve se intensificar entre abril e junho.
- O vice-presidente de risco, Felipe Prince, afirmou que haverá arrefecimento da inadimplência a partir do terceiro trimestre, com a carteira entrando em desaceleração.
- O banco informou lucro líquido ajustado de 3,4 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, queda de 53,5% ante o mesmo período de 2025.
- Analistas destacam que o balanço ficou aquém das expectativas, conforme reportagem associada.
A inadimplência da carteira de crédito da pessoa física do Banco do Brasil deve piorar na linha de cartão de crédito no segundo trimestre de 2026. A previsão foi feita pelo vice-presidente de risco (CRO) da instituição, Felipe Prince, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 14.
O aumento já foi visto na atualização entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, quando houve alta de 0,9 ponto percentual na inadimplência da carteira de pessoa física. Em comparação anual, a deterioração chegou a 2 pontos percentuais.
Prince informou que o ciclo abril-junho deve trazer ainda mais pressão, especialmente no cartão de crédito, mas espera arrefecimento a partir do terceiro trimestre, com o desenrola do setor. O objetivo é observar a tendência de melhoria à medida que o portfólio se ajusta.
Projeção para a carteira de pessoa física
A instituição projeta piora gradual no segundo trimestre, antes de um desaquecimento no período seguinte. O foco permanece na linha de cartão de crédito, onde a inadimplência tende a subir diante de fatores cíclicos e de composição de carteira. A direção ressalta que medidas de recuperação continuam em implementação.
Paralelamente, o Banco do Brasil apresentou lucro líquido ajustado de 3,4 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 53,5% ante igual período de 2025. Analistas classificaram o resultado como decepcionante, citando frieza do desempenho em várias linhas de negócio.
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