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Brasil tem 1,1 milhão em busca de emprego há 2 anos ou mais, aponta IBGE

Mercado de trabalho se fortalece: 1,1 milhão busca emprego há mais de dois anos, queda ante 2024, e recuo também para quem procura há menos de um mês

Número de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais recuou no primeiro trimestre deste ano ante mesmo período de 2025
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  • O total de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais caiu para 1,1 milhão no 1º trimestre, correspondendo a 21,7% dos desempregados, ante 1,4 milhão no mesmo período de 2025.
  • A procura por recolocação há menos de um mês também recuou, somando 1,4 milhão de brasileiros, 14,7% a menos que no 1º trimestre de 2025 (1,6 milhão).
  • O analista William Kratochwill aponta que os resultados refletem a trajetória de melhora do mercado de trabalho e a redução da taxa de desemprego.
  • A taxa de desemprego ficou em 6,1% no primeiro trimestre, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, ainda que tenha subido frente aos últimos três meses de 2024.
  • No recorte por sexo, a desocupação foi de 5,1% entre homens e 7,3% entre mulheres; por cor, brancos tiveram 4,9%, pretos 7,6% e pardos 6,8%; e por instrução, 10,8% (ensino médio incompleto), 7,0% (superior incompleto) e 3,7% (superior completo).

O IBGE divulgou dados da PNAD Contínua sobre o mercado de trabalho no Brasil. Entre janeiro e março, 1,1 milhão de pessoas estavam em busca de emprego há dois anos ou mais, e 1,4 milhão procuravam ocupação há menos de 30 dias. Os números indicam queda em comparação com o mesmo trimestre de 2025.

A redução do contingente com mais de dois anos fora do mercado ocorre ao mesmo tempo em que a procura por recolocação recente também recua. O recorte de 2 anos apresenta queda, e o de menos de 30 dias cai 14,7% frente ao 1º trimestre de 2025.

William Kratochwill, analista da PNAD Contínua, diz que a evolução recente aponta para melhora generalizada. Segundo ele, a menor taxa de desemprego e a maior rotatividade impulsionam a leitura positiva do mercado.

Desempenho do desemprego

Desemprego ficou em 6,1% no 1º trimestre, subindo levemente frente ao fim de 2024, quando ficou em 5,1%. Mesmo assim, permanece o menor nível da série histórica, iniciada em 2012, para este período.

Mudanças sazonais costumam elevar a busca por emprego no início do ano. O movimento coincide com fim de contratos temporários e demissões no setor público, reforçando o padrão anual observado pelo IBGE.

A taxa de desocupação também apresenta desigualdades por gênero e raça. Homens ficaram em 5,1%, mulheres em 7,3%. Brancos registraram 4,9%, pretos 7,6% e pardos 6,8%.

Entre as áreas de instrução, o desemprego varia conforme a formação. Ensino médio incompleto atingiu 10,8%, superior incompleto, 7,0%, e superior completo, 3,7%, progressivamente menor.

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