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CEO da Riachuelo afirma que não há competição justa sobre a taxa da blusinha

Farber diz que fim da taxa de importação para até US$ 50 amplia concorrência desigual, beneficiando o mercado chinês e colocando empregos têxteis em risco

André Farber, CEO da Riachuelo: “Na prática, é um incentivo chinês dentro do mercado brasileiro, enquanto a indústria nacional continua em clara desvantagem” (Riachuelo/Divulgação)
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  • O governo zerou o imposto de importação de 20% cobrado sobre encomendas internacionais de baixo valor, até US$ 50, a partir de quarta-feira, 13, mantendo apenas o ICMS estadual entre 17% e 20%.
  • A medida, anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira, reacende o debate entre varejo nacional e plataformas asiáticas como Shein e AliExpress.
  • André Farber, CEO da Riachuelo, afirma que a mudança aumenta a desigualdade competitiva, favorecendo o comércio externo em detrimento da produção brasileira.
  • Farber destaca que empresas instaladas no Brasil pagam impostos de importação, PIS/Cofins e tributos trabalhistas, enquanto o cross border acessa o mercado com condições mais favoráveis, impactando uma cadeia que envolve cerca de 18 milhões de empregos e 1,9 milhão de CNPJs.
  • O executivo sustenta que o Brasil está dificultando a sobrevivência da indústria têxtil nacional, lembrando que o setor é a única cadeia têxtil completa do Ocidente e que preços baixos não compensam a perda de emprego e renda a longo prazo.

O governo anunciou o fim do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, em uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança vale a partir desta quarta-feira (13). O ICMS estadual continuará incidindo, variando entre 17% e 20%.

A medida reacende o debate entre varejo nacional e plataformas asiáticas. O CEO da Riachuelo, André Farber, afirma que a decisão aumenta a desigualdade entre quem produz no Brasil e operações de sites internacionais como Shein e AliExpress. Para ele, o país impõe custos maiores para quem gera empregos e investimentos locais.

Farber destaca que empresas instaladas no Brasil enfrentam alta carga tributária, incluindo imposto de importação de 35% e 11,25% de PIS/Cofins, além de encargos trabalhistas. Em contraponto, operações de cross border teriam condições mais favoráveis.

Ele ressalta que a discussão envolve a cadeia produtiva nacional, que envolve cerca de 18 milhões de empregos e 1,9 milhão de CNPJs, grande parte micro e pequenas empresas. Segundo o executivo, a medida crava um ambiente desfavorável à indústria têxtil brasileira.

O empresário aponta que consumidores buscam preços baixos, mas alerta para impactos econômicos de longo prazo, lembrando que sem emprego não há consumo sustentável. A fala reforça o caráter estratégico do setor para a economia do país.

Debate entre varejo nacional e internacional

A mudança alimenta um embate antigo: defesa da democratização de preços pelas plataformas estrangeiras versus proteção da indústria nacional diante deTributos e custos de produção.

Indústria têxtil brasileira

Farber afirma que o tema não é apenas tributação de compras internacionais, mas um incentivo externo que prejudica a indústria local. Ele sustenta que o Brasil é a única cadeia têxtil completa do Ocidente e não pode ser tratada como descartável.

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