- O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 2,0 pontos em maio, para 47,2 pontos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
- Mesmo com o avanço, o Icei continua abaixo da linha de 50 pontos, permanecendo no patamar de pessimismo pelo 17º mês consecutivo.
- Os dois componentes do Icei avançaram: condições atuais passaram a 42,9 pontos (alta de 2,4), e expectativas subiram para 49,3 pontos (alta de 1,7).
- A elevação das expectativas indica menos pessimismo sobre os próximos seis meses, mas ainda não neutraliza a percepção negativa.
- A pesquisa de maio ouviu 1.092 empresas, sendo 447 pequenas, 395 médias e 250 grandes, entre 4 e 8 de maio de 2026.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 2 pontos em maio, para 47,2 pontos, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quinta-feira (14). Apesar da alta, o indicador permanece na zona de pessimismo, abaixo da linha divisória de 50 pontos pela 17ª vez consecutiva.
O Icei mostrou aumento em dois componentes. O índice de condições atuais avançou 2,4 pontos e ficou em 42,9 pontos, ainda abaixo de 50. Isso indica percepção de piora da economia e das perspectivas das empresas em relação a seis meses atrás.
O índice de expectativas subiu 1,7 ponto, para 49,3 pontos, aproximando-se da neutralidade. Empresários passaram a ver as perspectivas para os próximos seis meses como menos negativas, ainda que não cheguem ao equilíbrio.
A edição de maio do Icei foi baseada em pesquisa com 1.092 empresas, distribuídas entre 447 pequenas, 395 médias e 250 grandes, coletadas entre 4 e 8 de maio de 2026. A divulgação é feita pela CNI, com base nas respostas dos empresários do setor.
O que muda para o cenário industrial
As informações indicam que a confiança perdeu força desde o início do ano, e o resultado de maio não foi suficiente para reverter a tendência de queda. Especialistas destacam que a alta de maio pode sinalizar movimentos dispersos no curto prazo, sem garantia de sustentação.
Entre os fatores citados pelos executivos, a demanda interna e externa permanece variável, o que influencia a percepção sobre condições atuais e expectativas futuras. Pesquisas regionais também costumam mostrar efeitos distintos conforme o segmento produtivo.
Desdobramentos e próximos passos
Segundo a CNI, a leitura de maio reforça a necessidade de monitorar o ritmo de recuperação da indústria. A entidade não aponta projeções definitivas, ressaltando que o Icei ainda fica abaixo da neutralidade, o que implica continuidade de cautela para muitos empresários.
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