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Correios expandem atuação para novas áreas de negócios em busca de receitas

Governo amplia atuação dos Correios para armazenagem, logística integrada, serviços digitais e financeiros como medida para recompor receitas diante de prejuízos bilionários

Com perdas de R$ 8,5 bilhões em 2025, Correios estão reestruturando negócios para buscar receitas em novas áreas, como armazenagem, importação e exportação e serviços financeiros
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  • Governo publica portaria que amplia a atuação dos Correios, incluindo logística integrada, serviços postais eletrônicos, serviços financeiros e serviço móvel pessoal por rede virtual.
  • Na logística integrada, os Correios passam a atuar com armazenagem, gestão de estoques, transporte de cargas, centros de distribuição, logística reversa, importação/exportação e gestão da cadeia de suprimentos.
  • A estatal poderá coordenar operadores logísticos terceiros e atuar como fornecedora para plataformas digitais de integração logística.
  • Em serviços digitais, haverá atuação em digitalização e armazenamento de documentos, certificação digital, assinatura eletrônica, caixa postal digital, gestão documental e intermediação de comércio eletrônico, além de MVNO via rede de operadoras existentes.
  • No área financeira, os Correios poderão oferecer seguros, títulos de capitalização e outros produtos regulados; também há teto para venda por canais físicos, digitais ou parcerias. Em 2025 houve prejuízo de 8,5 bilhões de reais, receita de 17,3 bilhões, programa de desligamento voluntário com 3.181 adesões, empréstimos autorizados de 8 bilhões, e Lula afirmou que não haverá privatização.

Os Correios ampliarão sua atuação para novos negócios, incluindo armazenamento, importação e exportação, serviços financeiros, digitalização e gestão de documentos. A decisão visa aumentar a receita da estatal diante de prejuízos acumulados.

A medida foi publicada por portaria do Ministério das Comunicações e representa mudança na abrangência das atividades da empresa. A ideia é ampliar serviços postais com logística integrada e soluções digitais. O objetivo é melhorar sustentabilidade financeira.

A empresa poderá atuar em logística integrada, gestão de estoques, transportes de carga, centros de distribuição e logística reversa. Também poderá coordenar operadores logísticos terceiros e atuar como fornecedor de plataformas de integração logística.

Novas áreas de atuação

A portaria autoriza serviços digitais, como digitalização, armazenamento de documentos, certificação digital, assinatura eletrônica e gestão documental. A estatal pode ainda intermediar comércio eletrônico.

Na área financeira, os Correios poderão comercializar seguros, títulos de capitalização e outros produtos regulados. Vendas poderão ocorrer em agências, canais físicos, plataformas digitais ou por parcerias com instituições autorizadas.

A norma autoriza a exploração de serviço móvel por meio de rede virtual (MVNO), usando infraestrutura de operadoras já existentes, conforme regulação da Anatel.

Viabilidade e organização

A implementação dos novos serviços deverá ser precedida de estudos econômico-financeiros. Projetos deverão respeitar critérios de mercado que assegurem retorno sobre investimentos. Os Correios poderão constituir subsidiárias e firmar contratos associativos.

A portaria permite ainda desenvolver soluções para obter ganhos a partir de bases de dados geradas pelas operações, desde que respeitada a proteção de dados, sigilo postal e sigilo empresarial.

Contexto financeiro

Os Correios enfrentam um plano de reestruturação desde o fim de 2025, com prejuízos crescentes e queda no mercado de correspondências. Medidas incluem redução de custos, fechamento de agências, desligamento voluntário e venda de ativos.

O prejuízo de 2025 foi de cerca de 8,5 bilhões de reais, mais que o dobro de 2024. A receita bruta caiu para 17,3 bilhões de reais em 2025, ante 19,4 bilhões em 2024.

O programa de desligamento voluntário recebeu adesão de mais de 3 mil funcionários. O governo também aprovou empréstimos com bancos públicos e privados para reforçar o caixa da estatal.

A administração negocia ainda com a Receita Federal o parcelamento de tributos e com precatórios, para alongar pagamentos e reduzir o peso de encargos no curto prazo. O presidente mantém a linha de não privatização, considerando parcerias estratégicas.

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