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Cosan pode vender participação na Raízen; holding deve ser dissolvida, diz CEO

Cosan diluirá participação na Raízen com a reestruturação; venda da fatia e dissolução da holding estão previstas para até três a cinco anos

Cosan e grandes fundos lideram lista de vendedores na operação
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  • A Cosan pode vender sua participação na Raízen, que ficará minoritária após a reestruturação, com a diluição causada pela conversão da dívida com a Shell.
  • A Raízen deve manter alto nível de endividamento; há negociação com credores para converter a dívida em ações, e a Cosan não deverá acompanhar a Shell em aporte de capital.
  • A partir da conversão e do aporte, a Cosan não deve manter o acordo de acionistas com a Shell; a governança pode mudar e o acordo atual pode deixar de existir.
  • A holding Cosan deve ser dissolvida entre três e cinco anos, com acionistas recebendo participações nas empresas investidas.
  • A estratégia de redução da alavancagem já prevê melhoria da dívida, com a abertura de capital da Compass e eventual distribuição direta de participações aos acionistas após a dissolução.

Cosan pode reduzir participação na Raízen e dissolver holding, segundo CEO

A Cosan pode vender parte de sua participação na Raízen após a conclusão da reestruturação financeira da empresa, que enfrenta alto endividamento. A diluição esperada tornaria a participação da Cosan na Raízen minoritária. A dissolução da holding estaria prevista para ocorrer entre 3 e 5 anos.

O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou em conferência sobre resultados trimestrais que a empresa não acompanhará a Shell em aportes de capital na Raízen, uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil. A negociação envolve opções de conversão de dívida da Raízen em ações, o que pode impactar o controle da joint venture.

Martins destacou que a conversão e o aporte da Shell gerariam diluição significativa da participação da Cosan na Raízen. Ainda não está definido o tamanho da conversão nem o preço, e as negociações com credores seguem em curso.

Estrutura futura da Cosan

A Reuters informou que as tratativas com credores visam evitar a recuperação judicial da Raízen, com dívida estimada em cerca de R$ 65 bilhões. Mesmo com a reestruturação, a Cosan considera que a Raízen deixará de ser um investimento relevante por a Cosan tornar-se minoritária.

O executivo afirmou que a Cosan discute se manterá ações ordinárias ou preferenciais na Raízen, mas reiterou que a participação não deve ser expressiva. Também mencionou o fim do acordo de acionistas com a Shell, vigente há cerca de 15 anos, após a conclusão da conversão de dívida.

Martins disse que a Cosan deverá vender a participação na Raízen, sem definição de prazo ou tamanho da venda. A expectativa é de que a Cosan busque liquidez no momento oportuno.

Viabilidade e cronograma da dissolução

Quanto à dissolução da holding, Martins indicou que o processo pode ter início já em 2027. Os acionistas da Cosan receberiam participações nas empresas investidas, com a premissa de reduzir a alavancagem. A gestão das operações ficaria a cargo das empresas do grupo.

A estratégia envolve a continuidade do crescimento das empresas já presentes no portfólio, com a expansão de outras etapas de capital e desinvestimento. O comunicado aponta que a Compass Gás e Energia, entre outras, pode se tornar parte de estruturas diretas aos acionistas.

Martins destacou que a redução substancial da dívida prevista para este ano deve facilitar o andamento do processo, ainda que haja um saldo residual da dívida para 2027. A transição prevê que, ao final, os acionistas atuais passem a ser acionistas diretos das empresas investidas.

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