- No 1º trimestre de 2026, 1,1 milhão de pessoas buscavam trabalho há 2 anos ou mais, queda de 21,7% ante o mesmo período de 2025 (1,4 milhão).
- A taxa de desemprego ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março, a menor para o período desde o início da PNAD Contínua, em 2012.
- A desocupação entre mulheres foi de 7,3%, acima da observada entre homens, de 5,1%.
- Entre raças, brancos apresentaram 4,9%, pretos 7,6% e pardos 6,8%.
- Em relação à escolaridade, desemprego foi de 10,8% para ensino médio incompleto, 7,0% para ensino superior incompleto e 3,7% para quem concluiu a graduação.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou números sobre o mercado de trabalho no Brasil. No 1º trimestre de 2026, 1,1 milhão de pessoas buscavam emprego há 2 anos ou mais, frente a 1,4 milhão no mesmo período de 2025. A divulgação ocorreu em 14 de maio de 2026. A taxa de desemprego ficou em 6,1%, a menor da série histórica da PNAD Contínua iniciada em 2012.
Segundo o IBGE, a queda na procura por longos períodos indica melhora generalizada do mercado de trabalho, associada a maior facilidade de conseguir vagas. O analista William Kratochwill apontou que a redução da parcela de trabalhadores que está há menos de um mês procurando emprego também reflete maior rotatividade no mercado.
A PNAD Contínua detalha ainda que as mudanças são acompanhadas por disparidades setoriais e demográficas, que orientarão políticas públicas e estratégias de empregabilidade nos próximos trimestres.
Desempenho por gênero
A taxa de desemprego entre mulheres ficou em 7,3% no 1º trimestre de 2026, acima dos 5,1% observados entre homens. A diferença evidencia desigualdade de gênero na inserção no mercado de trabalho, mesmo com o desempenho geral positivo da economia.
Desempenho por raça
Entre brancos, a desocupação foi de 4,9%, inferior à média nacional. Entre pretos, a taxa chegou a 7,6%, e entre pardos ficou em 6,8%. Esses números destacam desigualdades raciais presentes no mercado de trabalho.
Escolaridade e desemprego
Pessoas com ensino médio incompleto registraram 10,8% de desemprego, a maior taxa. Já quem tem ensino superior incompleto chegou a 7,0%, quase o dobro de quem concluiu a graduação, com 3,7%. A relação entre instrução e inserção no mercado fica evidente nos dados.
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