- A taxa de desemprego entre quem tem ensino superior completo ficou em 3,7% no primeiro trimestre de 2026, ante 6,1% da média nacional.
- A taxa de informalidade nesse grupo foi de 19%, frente a 37,3% no Brasil.
- A ocupação alcançou 79,5% entre os mais instruídos, acima dos 58,2% da média nacional.
- A renda média entre trabalhadores com maior instrução é de R$ 7.236, quase o dobro da média brasileira, de R$ 3.722.
- O rendimento desse grupo é 264% maior do que o dos trabalhadores com ensino fundamental incompleto, que ganham em média R$ 1.987.
O desemprego entre quem tem ensino superior completo ficou em 3,7% no primeiro trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O estudo aponta menor desocupação, em comparação com a média nacional de 6,1%, contribuindo para entender o impacto da formação avançada no mercado de trabalho.
Além da taxa de desemprego, a informalidade entre esse grupo foi de 19%, bem abaixo dos 37,3% da média brasileira. Ou seja, maior qualificação acompanha menor participação na informalidade.
O nível de ocupação, isto é, a proporção de trabalhadores ocupados entre a população de 14 anos ou mais, ficou em 79,5% para quem tem ensino superior. O indicador fica bem acima dos 58,2% observados no conjunto da população.
Quanto aos rendimentos, a diferença é ainda mais expressiva. A renda média entre quem tem maior instrução chegou a R$ 7.236, quase o dobro da média nacional (R$ 3.722). O valor é 264% superior ao ganho médio de quem tem apenas o ensino fundamental incompleto (R$ 1.987).
Para o analista do IBGE William Kratochwill, o superior completo está fortemente associado à ocupação. “Quase 80% das pessoas com 14 anos ou mais com nível superior estão ocupadas. O mercado de trabalho valoriza a qualificação, refletindo a capacidade individual”, afirma.
Desempenho por nível de instrução
- Desocupação: 3,7% entre quem tem ensino superior, 6,1% na média nacional.
- Informalidade: 19% entre os mais instruídos, 37,3% no total.
- Ocupação: 79,5% entre os mais instruídos, 58,2% na média brasileira.
- Rendimentos: média de R$ 7.236 para o grupo com maior instrução, frente a R$ 3.722 na média e R$ 1.987 para o ensino fundamental incompleto.
As informações são da PNAD Contínua do IBGE, com base nos dados do primeiro trimestre de 2026. O estudo descreve a relação entre nível de instrução e condições de trabalho no país.
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