- Painel no SPIW discute perdas na cadeia de alimentos no Brasil e no mundo, com foco em logística, armazenamento, distribuição e desperdício doméstico.
- O professor Marcos Sawaya Jank ressalta que grande parte da produção brasileira é consumida internamente e defende maior eficiência logística e integração do mercado doméstico.
- O diretor Walter Belik aponta que cerca de 30% dos alimentos no mundo são perdidos ou desperdiçados; no Brasil, há falta de dados precisos, e o desperdício é maior entre segmentos com maior poder aquisitivo.
- Geyze Diniz defende atuação conjunta entre governo, empresas e sociedade civil para enfrentar as causas raízes do problema.
- Especialistas destacam que o enfrentamento depende de melhor mensuração de dados, modernização da logística e políticas públicas integradas com o setor privado.
O SPIW apresentou um painel para discutir perdas e desperdício de alimentos no Brasil e no mundo, bem como caminhos para reduzir a insegurança alimentar por meio de políticas públicas e inovação. O debate ocorreu nesta quinta-feira, 14, durante o São Paulo Innovation Week, na capital paulista.
Especialistas destacaram que as perdas acontecem por toda a cadeia, com foco em logística, armazenamento e distribuição, além do desperdício doméstico. A falta de dados precisos no Brasil foi apontada como entrave para políticas eficazes.
Marcos Sawaya Jank, do Insper Agro Global, enfatizou a necessidade de maior eficiência logística e integração do mercado doméstico, destacando que grande parte da produção nacional atende ao consumo interno. Geyze Diniz, da Pacto Contra a Fome, defendeu atuação conjunta entre governo, empresas e sociedade civil para atacar as causas estruturais.
Desperdício e perdas na cadeia alimentar
Walter Belik, do Instituto Fome Zero, informou que cerca de 30% dos alimentos no mundo são perdidos ou desperdiçados, e reforçou a carência de dados no Brasil. O especialista apontou que o desperdício no país é mais significativo entre segmentos de renda mais alta do que entre famílias de baixa renda.
O debate apontou impactos econômicos e sociais, como elevação de custos, maior insegurança alimentar e efeitos na saúde pública e na produtividade. A necessidade de mensurar melhor os dados foi destacada como etapa fundamental para a atuação eficaz.
Caminhos para ação integrada
Ao final, houve consenso de que enfrentar o problema depende de dados mais robustos, modernização logística e políticas públicas alinhadas com o setor privado. A integração entre governo, empresas e sociedade civil foi citada como essencial para avanços estruturais.
O TecMundo acompanhou o SPIW, que segue em São Paulo com debates sobre tecnologia, ciência, educação, saúde, finanças e inovação. Não foram divulgadas recomendações oficiais durante o painel.
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