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Dolly desiste da recuperação judicial e tenta acordo com credores fora da Justiça

Grupo Dolly migra para recuperação extrajudicial após prejuízo líquido de 25,8 milhões em 2025, buscando acordo com credores fora da Justiça

Dono da marca Dolly é preso em SP
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  • Grupo Dolly desiste da recuperação judicial iniciada em 2018 e mira recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas.
  • Justiça determinou que as empresas apresentem um plano na sequência da decisão de 13 de março, com o prejuízo líquido de 2025 em R$ 25,8 milhões.
  • Advogado da Dolly afirma que o novo modelo de recuperação extrajudicial reduz burocracia e quórum para aprovação, contando com apoio de mais de 60% dos credores.
  • O plano extrajudicial deve ser apresentado até o dia 19 deste mês, ainda em negociações com credores.
  • A crise do grupo começou em 2017 com denúncias de sonegação fiscal; em março do ano passado, o empresário Laerte Codonho foi condenado por crime ambiental, corrupção e outros delitos.

O Grupo Dolly, fabricante de refrigerantes, desistiu da recuperação judicial iniciada em 2018 e optou pela recuperação extrajudicial. A mudança depende da homologação de um plano com credores, após decisão da Justiça na quarta-feira, 13, em São Paulo. O movimento ocorreu após a empresa registrar prejuízo líquido de 25,8 milhões de reais em 2025.

A empresa informou que buscará reestruturar as dívidas por meio de um acordo com parte dos credores, em vez de submeter todas as dívidas à Justiça. Advogado do grupo, Edgar Bechara, explicou que o novo modelo facilita a aprovação com menor quórum e tem sido utilizado de forma mais vantajosa para empresários e credores.

Segundo Bechara, houve aprovação de mais de 60% dos credores para migrar ao formato extrajudicial, e o plano deve ser apresentado até o dia 19 deste mês, ainda em negociação. A Dolly também mantém diálogo com credores e conta com apoio de grande parte deles, afirmou o advogado.

A crise do Dolly teve início em 2017, com suspeitas de sonegação fiscal que levaram ao bloqueio de bens. Na sequência, o grupo acumulou dívidas superiores a 200 milhões de reais, gerando risco de paralisação e demissões. Em março de 2024, o empresário Laerte Codonho foi condenado pela Justiça de São Paulo por crime ambiental, corrupção de policiais e outros delitos.

Especialistas apontam que a recuperação extrajudicial envolve negociações diretas com credores, sem as mesmas garantias de fiscalização do Judiciário presentes na recuperação judicial. O processo da Dolly inclui a manutenção de administrador judicial mesmo na extrajudicial, dada a complexidade do caso.

A migração para a extrajudicial ocorre após o Superior Tribunal de Justiça reconhecer grupo econômico entre a Dolly e suas empresas, com indícios como confusão patrimonial e compartilhamento de funcionários. Credores que aderirem ao plano terão seus créditos renegociados; os que não participarem poderão cobrar individualmente, com juros e correções previstos.

Especialista avalia que, se a extrajudicial não avançar, a Dolly pode recorrer a outros mecanismos, incluindo novo pedido de recuperação judicial. Em geral, a extrajudicial tende a envolver menos burocracia e custos, mas exige alinhamento entre empresa e credores para consolidar o acordo.

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