- Em 2025, 58,38% dos vínculos formais tinham jornada de 41 a 44 horas semanais, correspondendo a 35.011.733 de 59.970.945 vínculos ativos.
- As contratações de 31 a 40 horas foram as que mais cresceram, com alta de 10,4% entre 2024 e 2025.
- A faixa de 16 a 20 horas também avançou, com crescimento anual de 10,2%, ainda representando parte menor do total de empregos.
- Salários médios mostram diferença: 31 a 40 horas recebem em média R$ 6.741,99; 41 a 44 horas, R$ 3.362,45.
- Há quatro propostas em tramitação no Congresso para reduzir a jornada e limitar a escala 6×1, apresentadas por Érika Hilton, Reginaldo Lopes, Paulo Paim e o governo, com objetivo de manter dois dias semanais de folga sem redução salarial.
Em 2025, a maioria dos vínculos formais no Brasil manteve jornadas de 41 a 44 horas semanais, representando 58,38% do total. O balanço é da Rais, Relação Anual de Informações Sociais, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O levantamento considera apenas trabalhadores formais, não incluindo a informalidade.
Ao todo, havia 59.970.945 vínculos ativos em 31 de dezembro de 2025, com 35.011.733 enquadrados na faixa de 41 a 44 horas semanais. Esses números destacam a predominância de jornadas nessa faixa entre os empregos formais do país.
Entre 2024 e 2025 houve crescimento em outras faixas de carga horária: contratações de 31 a 40 horas subiram 10,4%, superando o ritmo de expansão da faixa de 41 a 44 horas, que avançou 2,5%. Já a jornada de 16 a 20 horas registrou alta de 10,2% no período.
Faixa 31 a 40 horas: salários mais altos
Trabalhadores na faixa de 31 a 40 horas recebem, em média, R$ 6.741,99 por mês, enquanto quem trabalha 41 a 44 horas ganha, em média, R$ 3.362,45. A diferença salarial pode estar associada à concentração de cargos mais qualificados em jornadas menores.
Propostas em tramitação no Congresso
Atualmente, pelo menos quatro projetos buscam reduzir a jornada semanal e limitar a escala 6×1. As propostas são de autoria da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), do senador Paulo Paim (PT-RS) e do governo federal. O objetivo é restringir a escala de seis dias de trabalho por um de descanso e assegurar ao menos dois dias de folga por semana sem redução salarial.
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