- ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram saída de US$ 630,4 milhões (R$ 3,1 bi) na quarta-feira, a pior em mais de três meses.
- As perdas foram puxadas por IBIT (BlackRock) com US$ 284,7 milhões, ARKB (ARK Invest) com US$ 177,1 milhões, FBTC (Fidelity) com US$ 133,2 milhões e BITB (Bitwise) com US$ 35,4 milhões.
- A saída encerra cinco semanas de entradas líquidas de cerca de US$ 3,8 bilhões até a semana encerrada em 6 de maio e é a maior desde 29 de janeiro, quando atingiram US$ 817,8 milhões.
- O movimento foi impulsionado por dados de inflação dos EUA que alteraram as expectativas sobre a política do Federal Reserve, com o CPI de abril em 3,8% e o PPI em 6%.
- O analista Illia Otychenko disse que a aversão ao risco pode manter o Bitcoin sob pressão e citou possível volatilidade adicional ligada a fatores como petróleo e o Estreito de Ormuz, além de expectativas sobre a Lei Clarity.
O efeito ocorreu no mercado de ETFs de Bitcoin à vista dos EUA, que registrou uma saída de US$ 630,4 milhões na quarta-feira, 13. O movimento representa a pior retirada de um dia em mais de três meses, em meio a choques inflacionários recentes que reduziram o apetite por ativos de risco no institucional.
Segundo dados da Farside Investors, o IBIT da BlackRock registrou a maior retirada, com US$ 284,7 milhões, seguido pelo ARKB da ARK Invest com US$ 177,1 milhões. O FBTC da Fidelity teve 133,2 milhões em saídas, enquanto o BITB da Bitwise deixou US$ 35,4 milhões. Juntos, respondem pela totalidade das perdas do dia.
A saída interrompeu uma sequência de cinco semanas de entradas, que somavam aproximadamente US$ 3,8 bilhões até a semana encerrada em 6 de maio. Foi a maior retirada diária desde 29 de janeiro, quando as perdas chegaram a US$ 817,8 milhões.
Analista de referência aponta que os dados de inflação dos EUA, divulgados recentemente, mudaram as expectativas sobre a política do Federal Reserve, contribuindo para a aversão ao risco. O CPI de abril ficou em 3,8%, superando previsões e marcando a leitura mais alta desde setembro de 2023.
A leitura de maio do índice de preços ao produtor (PPI) ficou em 6%, o maior desde fevereiro de 2023, ampliando preocupações com custos de energia e juros. Essa conjuntura elevou a pressão sobre ativos de risco, incluindo o Bitcoin, segundo especialistas.
Ainda segundo o analista, o comportamento atual de saída dos ETFs pode sinalizar uma maior cautela entre investidores institucionais. O preparo para eventuais movimentos do Fed passa a depender também de fatores como o preço do petróleo e o estreito de Ormuz.
Além disso, o mercado acompanha a possível votação da Lei Clarity no Senado dos EUA, que pode gerar volatilidade adicional para o setor. Em meio ao cenário, especialistas destacam que a liquidação de ETFs já vinha ganhando fôlego nos últimos dias.
Observa-se, no setor, uma desalavancagem de posições compradas e aumento da relação put/call em derivativos, sinais de maior pessimismo entre traders. A direção futura dependerá, entre outros fatores, de novas leituras de inflação.
Entre na conversa da comunidade